Morte indigna? Comigo não!

O debate sobre fim de vida está no centro das transformações globais em saúde. A revista @time incluiu Kevin Díaz na lista TIME100 Health 2026, que reúne os líderes mais influentes do mundo na área da saúde. Díaz é defensor da autonomia no fim da vida e presidente da organização Compassion & Choices. Seu trabalho tem contribuído para ampliar o debate sobre cuidado centrado no paciente — inclusive sobre a possibilidade de assistência médica para morrer. Hoje, nos EUA, 12 estados americanos e Washington, D.C. já autorizam a prática, e novos projetos seguem em discussão. A presença de um defensor do tema nessa lista mostra que a autonomia no fim da vida é questão de política pública e direito individual. O mundo está discutindo a autonomia no fim de vida.
O Brasil também precisa fazer essa conversa avançar. Um grupo de pesquisadores, juristas, profissionais da saúde, artistas e comunicadores lançou a associação Eu Decido, a primeira do Brasil dedicada ao direito à morte assistida. Inspirada em iniciativas internacionais, como a Derecho a Morir Dignamente, da Espanha, a associação busca promover a discussão sobre o tema no país. Entre os idealizadores está o guitarrista Andreas Kisser, que, após a morte de sua esposa em decorrência de câncer, se tornou um defensor da causa.

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