O Coiso e seu programa para a Saúde

hienaFinalmente o candidato que é a cara do Brasil (ignorante, arrogante, autossuficiente, desinformado, mal educado, preconceituoso, violento etc),  com seus quase 50% de votos, revela suas ideias para a nossa área. Em linhas gerais são as seguintes: Continuar lendo “O Coiso e seu programa para a Saúde”

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Eu e o Conasems: 30 anos depois

Em 1987, fui escolhido, em Congresso de Secretários Municipais de Saúde realizado em Londrina, como vice coordenador (mas titular na prática) da comissão que organizou a entidade nacional de tal categoria, o Conasems, criado oficialmente um ano depois, no congresso de Olinda. Fui também o primeiro vice presidente da entidade, mas mais uma vez, na prática, fiz as vezes de presidente, pois o sujeito que foi eleito no evento,  já se candidatara sabendo que não ficaria muito tempo no cargo de secretário, candidato que era a vereador em Recife. Mas tudo bem, isso não está contado nas crônicas oficiais da história do Conasems… Recupero aqui um pouco da história que eu vivi.
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SUS: haja ousadia para mudar!

Todos os que defendem o SUS, como é o meu caso, concordamos que mesmo com todos os seus acertos ele ainda precisa ser melhorado em muitos aspectos. Mas isso é apenas uma meia verdade, pois para um tanto de gente, a simples menção de se cancelar ou reescrever alguns dos dispositivos que regem o sistema causa temor e repulsa, quando nada acusações de heresia e traição aos ideais do SUS. Mas não são poucos os exemplos de dispositivos legais que simplesmente “não pegaram” (como se dizia antigamente da vacina antivariólica) ou simplesmente são inaplicáveis ou não passíveis de regulamentação. Continuar lendo “SUS: haja ousadia para mudar!”

Eu não estou feliz, quero morrer…

Esta declaração é do cientista inglês David Goodall de 104 anos, que optou por um suicídio assistido para ir embora dessa vida, há poucos dias atrás. Para mim, esta foi uma decisão não só muito corajosa como muito lúcida. Um dia a vida perde a graça mesmo, e as pessoas têm o direito de se indagar: o que ainda estou fazendo aqui, fraco, inútil, cheio de dores, dando trabalho para os outros, esgotando as reservas de paciência e de dinheiro de minha família? E aí vem a medicina, quando não o Estado e dizem: não pode! Tem que aguentar aqui, até o fim, sofra o que sofrer. Queira ou não queira.

De minha parte, tenho tentado me precaver quanto a algo assim. Continuar lendo “Eu não estou feliz, quero morrer…”

Participação social em saúde na América Latina – um estudo de quatro países

Em abril de 2014, acompanhei, mediante contrato com a Organização Panamericana de Saúde/OMS, na qualidade de relator e debatedor, um seminário que reuniu experiências de quatro países latino-americanos (Brasil, Bolívia. México e El Salvador), tendo como foco a participação social nos sistemas e serviços de saúde (algo que no Brasil, só no Brasil, é chamado de “controle social”). Aguardei ate agora (abril de 2018) a publicação formal do texto que preparei, mas como isso não aconteceu ofereço aos meus leitores a leitura do documento, antes que ele fique caduco… Assim, o presente documento, acessível no link abaixo, traz uma análise relativa aos estudos de caso sobre os mecanismos e experiências de participação dos cidadãos nas políticas públicas de saúde nos quatro países da América Latina , resultando de uma iniciativa de cooperação técnica envolvendo a OPAS (Brasil e Washington), o Conselho Nacional de Saúde do Brasil, além de Representações da OPAS e consultores contratados nos quatro países referidos.  Continuar lendo “Participação social em saúde na América Latina – um estudo de quatro países”