Eu e o Conasems: 30 anos depois

Em 1987, fui escolhido, em Congresso de Secretários Municipais de Saúde realizado em Londrina, como vice coordenador (mas titular na prática) da comissão que organizou a entidade nacional de tal categoria, o Conasems, criado oficialmente um ano depois, no congresso de Olinda. Fui também o primeiro vice presidente da entidade, mas mais uma vez, na prática, fiz as vezes de presidente, pois o sujeito que foi eleito no evento,  já se candidatara sabendo que não ficaria muito tempo no cargo de secretário, candidato que era a vereador em Recife. Mas tudo bem, isso não está contado nas crônicas oficiais da história do Conasems… Recupero aqui um pouco da história que eu vivi.
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1964: há quem tenha saudades…

GOLPE 64Mil novecentos e sessenta e quatro: fatídico ano. No dia exato dos acontecimentos eu trabalhava em uma escola de datilografia (já fui professor desta arte, acreditem), que fez parte de uma das variadas tentativas de meu pai “abrir um negócio”. Eu escutava pelo rádio de uma sala ao lado os relatos da movimentação de tropas, com evidentes avanços dos mineiros do General Mourão sobre o Rio de Janeiro. Mas não me dava por vencido, Continuar lendo “1964: há quem tenha saudades…”

Não são só as mulheres que sofrem violência…

Como sabem as pessoas que me são próximas (e outras não tão chegadas, mas que foram envolvidas na história de forma perversa e irresponsável) enfrentei, nos últimos dois anos e meio, dois processos judiciais movidos contra mim por uma pessoa que habitou sob o meu teto, trouxe seus filhos para morar em minha casa, usufruiu de benesses materiais de outra forma não teria acesso etc. … Continuar lendo Não são só as mulheres que sofrem violência…

Fazer um traçado…

Eu já conhecia o casal das ruas da vila; da porta de minha casa, inclusive. Via-os sempre com a carroça puxada por um burro magérrimo, mas valente. Traziam de alguma rocinha por perto, onde provavelmente também moravam, alguns poucos produtos para vender na rua: mandioca, bananas de vez, taiobas, batata doce e o mais disputado: o requeijão moreno. Apreciado especialmente por nós, que vínhamos de … Continuar lendo Fazer um traçado…

De bullying e bola

Na minha geração, esta patologia atual a que chamam bullying já existia, embora com outros nomes, mas certamente acontecia bem menos do que agora. Aliás, esta nem era uma palavra conhecida. Para as crianças do Rio de Janeiro, talvez parecesse designar o jogo que chamávamos, em Minas, de bola de gude, que os cariocas chamavam de búlica. Não sei se alguém ainda se lembra deste … Continuar lendo De bullying e bola