1964: há quem tenha saudades…

GOLPE 64Mil novecentos e sessenta e quatro: fatídico ano. No dia exato dos acontecimentos eu trabalhava em uma escola de datilografia (já fui professor desta arte, acreditem), que fez parte de uma das variadas tentativas de meu pai “abrir um negócio”. Eu escutava pelo rádio de uma sala ao lado os relatos da movimentação de tropas, com evidentes avanços dos mineiros do General Mourão sobre o Rio de Janeiro. Mas não me dava por vencido, Continuar lendo “1964: há quem tenha saudades…”

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Vaga, lembrança…

RECHERCHE“Casuística” é palavra muito apreciada pelos médicos. Quando querem demonstrar sabedoria e, principalmente, exibir uma trajetória profissional marcada pela experiência, inflam o peito e logo proferem uma frase manjada: pois na minha casuística… Continuar lendo “Vaga, lembrança…”

Não são só as mulheres que sofrem violência…

Como sabem as pessoas que me são próximas (e outras não tão chegadas, mas que foram envolvidas na história de forma perversa e irresponsável) enfrentei, nos últimos dois anos e meio, dois processos judiciais movidos contra mim por uma pessoa que habitou sob o meu teto, trouxe seus filhos para morar em minha casa, usufruiu de benesses materiais de outra forma não teria acesso etc. … Continuar lendo Não são só as mulheres que sofrem violência…

Fazer um traçado…

Eu já conhecia o casal das ruas da vila; da porta de minha casa, inclusive. Via-os sempre com a carroça puxada por um burro magérrimo, mas valente. Traziam de alguma rocinha por perto, onde provavelmente também moravam, alguns poucos produtos para vender na rua: mandioca, bananas de vez, taiobas, batata doce e o mais disputado: o requeijão moreno. Apreciado especialmente por nós, que vínhamos de … Continuar lendo Fazer um traçado…

De bullying e bola

Na minha geração, esta patologia atual a que chamam bullying já existia, embora com outros nomes, mas certamente acontecia bem menos do que agora. Aliás, esta nem era uma palavra conhecida. Para as crianças do Rio de Janeiro, talvez parecesse designar o jogo que chamávamos, em Minas, de bola de gude, que os cariocas chamavam de búlica. Não sei se alguém ainda se lembra deste … Continuar lendo De bullying e bola

O cadáver: presença ilustre, porém dispensável

Por esses dias, reli com a atenção e o sabor de sempre, o conto O Pirotécnico Zacarias, de Murilo Rubião. Para quem ainda não o conhece ofereço algumas informações: ele é um escritor mineiro pouco prolífico, mas considerado mestre e pioneiro no gênero literário conhecido como realismo fantástico, que teve como outros expoentes latino-americanos Júlio Cortazar e Gabriel Garcia Marquez. Produziu suas obras, principalmente contos, … Continuar lendo O cadáver: presença ilustre, porém dispensável