Micro-participação social em saúde: apontamentos para discussão

Participação, palavra de muitos usos…

Fazer junto – filhos, por exemplo – is the best way. Mas nem sempre fazer coletivamente pode ser o melhor caminho… Platão, Shakespeare, Dylan, por exemplo, fizeram tudo sozinhos. Mas existem possibilidades variadas no fazer participativo, não sejamos ortodoxos.

Na participação em saúde, por exemplo. Continuar lendo “Micro-participação social em saúde: apontamentos para discussão”

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O SUS: entre o sonhado, o real e o possível.

Primeiramente, torna-se preciso distinguir e qualificar a diferença entre o que foi sonhado generosamente, aliás, pelos formuladores da reforma sanitária dos anos 80; daquilo que foi concebido mediante associação dos mesmos com outros atores políticos na sequência, em ambiente marcado por alguns “pecados originais”; do ente efetivamente construído nas quase três duas décadas de existência do sistema, malgrado muitos (entre os quais me incluo): o … Continuar lendo O SUS: entre o sonhado, o real e o possível.

O SUS é fruto realmente dos “movimentos sociais”?

Jairnilson Paim é um cara bacana. Gosto muito dele. Foi membro de minha banca de doutorado, na Fiocruz e acredito que tenha sido o único que leu minha tese completamente. E ainda me ofereceu duas ou três paginas escritas de comentários pertinentes, deixando-me à vontade para incorporá-los, ou não, na versão final. E é claro que os incluí! Como este baiano afável e competente talvez … Continuar lendo O SUS é fruto realmente dos “movimentos sociais”?

Saúde e democracia

Amigo, li seu texto com o carinho de sempre e só posso dizer que ele prima pela correção. Entretanto, essa correlação entre “SUS e DEMOCRACIA” creio que deve ser ampliada e melhor compreendida… Sem me aprofundar muito (poderia fazê-lo junto com o nosso grupo, em próxima oportunidade) acho que tal correlação, posta de forma biunívoca, como fizeram (fizemos) os atores da reforma sanitária é pouco … Continuar lendo Saúde e democracia

Uma entrevista explosiva

BOMBA HEm 2006 dei uma entrevista para a Revista do CONASEMS, órgão que eu havia ajudado a fundar em 1988. O jornalista que me entrevistou considerou as minha declarações “explosivas”. Eu defendi, então, que os grandes inimigos do SUS estavam , na verdade, dentro do SUS. E acrescentei: “para os planos de saúde o SUS é ótimo. O SUS não é concorrente para eles, até pelo contrário, ele resolve o problema deles com as vacinas, o combate aos mosquitos, os transplantes, a UTI neonatal. Dentro do governo eu não acho que as várias equipes econômicas que se revezaram na Esplanada nos anos FHC e Lula, com práticas muito semelhantes, também não foram os verdadeiros inimigos do SUS. Para mim, os grandes inimigos do SUS sempre estiveram dentro dele, citando o corporativismo como tal. Acho que foi por isso que nunca mais me entrevistaram e nem me chamaram para eventos ou esporádicas consultorias dentro da entidade. Paciência.;; Continuar lendo “Uma entrevista explosiva”

Sob as luzes da ribalta

Você é contra ou favor a atuação do Ministério Público? Assim posta, a pergunta nem faz sentido. Até Eduardo Cunha diria que é plenamente a favor… Mas o que temos assistido no Brasil às vezes lança preocupações, não sobre o objeto de tal ação, mas sobre os modos como ela é realizada. A sensação que tenho às vezes – e me baseia nas palavras públicas … Continuar lendo Sob as luzes da ribalta

Será que a Saúde no DF tem jeito?

Pelo que diz a imprensa, estaria eminente mais uma troca de secretário na saúde do DF. A terceira (ou quarta?) no atual governo. A pergunta que não quer calar é: será que o buraco é este mesmo? Ou seja, em torno dos nomes que dirigem a pasta? Pode ser que o furo esteja em outro lugar, por exemplo, nos jogos de interesses internos e externos … Continuar lendo Será que a Saúde no DF tem jeito?