Era e não era: agruras na vida de Flácido Beocionero
Quando eu fazia a 4ª série do Grupo Escolar Francisco Sales, em Belorizonte, fui escalado pela minha professora para declamar, na festa junina daquele ano, um poema cômico, que começava com a frase Era e não era e se desenrolava com uma série de imagens satíricas e verdadeiramente contraditórias e surrealistas. A frase de abertura ficou na minha cabeça, por todos esses anos, quase 70 na verdade. Recentemente a milagrosa internet, municiada com apenas essas quatro palavras, me trouxe o tal poema de volta e assim descobri que ele era da lavra de um cidadão de Piracicaba, Tales de Andrade, tendo sido escrito em dialeto caipira nos idos de 1918. Não resisti, assim, em criar esta sátira sobre fatos atuais aproveitando este jeitoso oxímoro: era e não era. A seguir vai o poema original.
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