A Natureza em Brasília (V): Pau Ferro & Cia
Aqui em Brasília ele está por toda parte, talvez em todas as quadras do Plano Piloto e também fora dele, sem exceção. Uma baita árvore podendo chegar facilmente a 20 ou 30 metros de altura. Suas flores não são propriamente notáveis, confundindo-se muitas vezes com outras plantas do mesmo grupo, como o Pau Brasil, a Canafistula, o Guapuruvu e a Sibipiruna (depois falaremos delas). É super cosmopolita este indivíduo, fazendo parte da mata atlântica, da floresta amazônica e da caatinga. Não vale a pena entrar em debate sobre sua taxonomia, porque ela parece complicada à beça, havendo muitas espécies que recebem tal denominação. Para os efeitos de nossa conversa chamemo-lo de Libidibia ferrea, já tendo também sido conhecido como Caesalpinea ferrea.Este é o tio mais comum aqui. Uma variedade aproximada é chamada de Jucá, de porte menor e com galhos mais retorcidos. Ao redor do Pau Ferro o chão, em certa época do ano, fica coberto pelas suas vagens secas e duras. O nome vem, naturalmente, da dureza de sua madeira. Voltando a nossa cidade, é digna de nota a aleia deles que existe na 115 Norte, às margens da via W1, aquela rua interna entre as 100 e as 300 – todos aqui sabem, não? Ali existem algumas dezenas dessa árvore, plantadas formando fileiras paralelas. E é ali que se realiza o espetáculo de hoje, tendo como foco apenas certa parte de tal planta, considerando que suas folhas e flores não são de chamar muita atenção. De onde vem, então, esta atração? De seu tronco, que se descama em variegados tons de vão do castanho escuro ao branco-amarelado, fazendo como se fosse aqueles tecidos usados nas camuflagens militares. Para o show de hoje não vou gastar mais palavras, mas sim ir direto às imagens. Vejam a seguir.
Continuar lendo “A Natureza em Brasília (V): Pau Ferro & Cia”