Se bem me lembro (XI): Um País de Pessoas
De quem falo nas linhas que se seguem? Amigos talvez não seja a palavra mais adequada, banalizada que foi pelo seu uso vulgar nas chamadas “redes sociais”. Amigo, com efeito, já dizia meu Rosa, é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou — amigo — é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é… As pessoas que aqui trago podem ser até mais do que isso. Ou, talvez, menos, nem tanto, ou coisa diferente disso. Assim, por exemplo, há alguns a cuja casa nem cheguei a ser convidado; com outros, minha intimidade foi pequena; mas com quase todos tirei grande prazer de estar junto – embora nem sempre repetidamente – ou de tê-los apenas conhecido e com eles convivido. Tem até gente que talvez nunca se soube objeto de minha admiração. Este último sentimento talvez diga tudo: aqui comparecem pessoas a quem eu admiro ou admirei ao longo da vida, por variadas razões, às vezes até, de alguma forma, por ter apreciado apenas a bizarrice do jeito de ser delas. Estão aqui relações novas e antigas. Tios e outros parentes; ex-cunhados; colegas de escola; companheiros de profissão; parceiros de sonhos; ex-alunos, além de gente que a vida me trouxe por outras razões. Trago até mesmo pessoas genéricas ou um tanto abstratas, mas certamente palpáveis para mim, cujo perfil compus livremente, a partir de tipos inesquecíveis com quem eu tenha convivido. Incluo, como não poderia deixar de ser, um rol de personagens-mulheres especiais, que trouxeram para minha vida uma marca inapagável, que em uma simples palavra poderia chamar de Amor. Pessoas essas últimas que realmente fizeram diferença em minha vida e que por isso mesmo se tornaram objeto de minha gratidão e de minha homenagem, sem deixar de mencionar que talvez lhes devesse um pedido formal de perdão pelos males que talvez tenha lhes causado, por sofreguidão ou imaturidade de minha parte.
A ordem seguinte é alfabética. No meu coração estão no mesmo patamar.
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