1964: há quem tenha saudades…

GOLPE 64Mil novecentos e sessenta e quatro: fatídico ano. No dia exato dos acontecimentos eu trabalhava em uma escola de datilografia (já fui professor desta arte, acreditem), que fez parte de uma das variadas tentativas de meu pai “abrir um negócio”. Eu escutava pelo rádio de uma sala ao lado os relatos da movimentação de tropas, com evidentes avanços dos mineiros do General Mourão sobre o Rio de Janeiro. Mas não me dava por vencido, Continuar lendo “1964: há quem tenha saudades…”

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Epitáfios perfeitos

CONYGrande Cony, que nos deixou nos primeiros dias de 2018 – ano que já começou mal… Entre suas grandes contribuições literárias está este hino ao pessimismo, “Se eu morrer amanhã”, do qual faço também palavras minhas, in totum. Eu faria dele meu epitáfio! Continuar lendo “Epitáfios perfeitos”

Mensagem 2017

Aos amigos e leitores deste blog encaminho esta mensagem, coletada no grande Fernando Sabino. Dedico-a, especialmente,aos que estão envelhecendo (como eu…), para os que já envelheceram, para os que ainda vão envelhecer e, principalmente, para os que pensam que NUNCA irão envelhecer…  <<PARA encerrar o ano não há como não transcrever na íntegra esse poema (ou oração) que me caiu nas mãos, cuja origem se perde … Continuar lendo Mensagem 2017

Deixem Drummond descansar…

DRUMMONDS.jpgTodo mundo conhece a indisposição que Carlos Drummond de Andrade demonstrou, ao longo de toda sua vida, em relação à exposição de suas questões pessoais na mídia. De certa feira, ele chegou a declarar ao Pasquim, ainda nos anos 70, que realmente não via graça nenhuma em dar entrevistas, visto que sua vida já era suficientemente contada e detalhada nas centenas ou talvez milhares de poemas e crônicas que tinha escrito, tudo extensivamente público e notório desde sempre. Continuar lendo “Deixem Drummond descansar…”

Incêndio nos Veadeiros: até quando?

Eu, como ocupante do Sítio Macaúbas do Moinho, fiquei aliviado de não ter sido atingido pelo fogo recente, que destruiu quase a terça parte do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, entre outubro e novembro de 2017. As chamas passaram relativamente longe do nosso Povoado do Moinho, com exceção de uma pequena parte da estrada que liga a comunidade à cidade de Alto Paraiso. Mas … Continuar lendo Incêndio nos Veadeiros: até quando?

O Camicego

Crianças na literatura, literatura sobre crianças, literatura para crianças. A associação dos dois termos, ou seja, da infância e da literatura é por demais vasta e me falece a competência necessária para tratar disso aqui. Fico com uma definição que se tornou clássica, que narro a seguir. Alice Dayrell Caldeira Brant, que escreveu sob o pseudônimo de Helena Morley, registrou passagens seguidas de sua infância, … Continuar lendo O Camicego

Farewell, Facebook

Por que estou abandonando o Facebook? Há cinco anos finalmente cedi e aderi ao que já era rotina entre boa parte das pessoas com quem me relacionava: abri uma conta no Facebook. Minha relutância, que tinha durado alguns anos, basicamente era ligada a certa implicância com o uso, a meu ver indevido, da palavra “amigo”, totalmente vulgarizada quando aplicada a qualquer pessoa, desconhecida ou não, … Continuar lendo Farewell, Facebook