Dramas sanitários: entre o banal e o trágico

HISTERIAGosto de escrever (e mais ainda de ser lido…) e esta minha veleidade tem me levado a incursões pela crônica e pela poesia, além de alguma produção técnica também. Mas me faltava alguma passagem pelo teatro, arte que adoro, mas com a qual careço de intimidade, seja como expectador (pouca) ou autor (nenhuma). Mas não é que descobri, escondido em uma pasta do Windows, um texto teatral de minha autoria, produzido há pelo menos dez anos? Era para ter sido um exercício em classe, de um curso de gestão em saúde que produzi para uma instituição privada de ensino. O curso não aconteceu e as horas que passei preparando aulas e outras atividades didáticas, além de me reunindo com a equipe do contratante, não me foram retribuídas materialmente. Mas pelo menos me diverti escrevendo, particularmente este “drama sanitário em ato único”, além da melancólica história da gerente Filomena, sob a forma de um pequeno conto, que ora lhes apresento.

 

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Uma voz d’Além-Mar

ANA MOURAEntendo de musica quase tanto quanto entendo de vinhos. Sei diferenciar o que é muito ruim do que é, pelo menos, bom. No meio do caminho costumo me perder… Entre um Chico Buarque e um Xororó, por exemplo, sei bem onde coloco meus ouvidos. O mesmo se dá quando tenho que escolher entre um Chapinha e um Clos de Torribas. Mas pensando bem, tanto em termos musicais como enólicos o melhor mesmo é descobrir coisas novas. E justamente agora me vem de Portugal, terra de ótimos vinhos, uma nova (para mim, pelo menos) e encantadora voz: Ana Moura. Continuar lendo “Uma voz d’Além-Mar”

O Kosovo onde é mesmo que fica?

KOSOVO 2.pngTem coisas que não mudam nunca. Outras vão piorando a cada diz que passa… Há cerca de 20 anos escrevi um texto-desabafo sobre a guerra que então se travava entre a Sérvia cristã e a Província separatista do Kosovo, de maioria islâmica. A tônica do despretensioso artigo, que iria apresentar como trabalho escolar da disciplina de Filosofia da Ciência no doutorado em Saúde Pública da Fiocruz, era expor e deplorar mais uma manifestação da irracionalidade e intolerância humana. Tentei fazer um paralelo entre três situações distintas: o consumismo das classes médias e baixas no Brasil, a violência no futebol e aquela (mais uma…) guerra balcânica. Não sei se consegui ser bastante claro em meus argumentos, por isso acabei não utilizando academicamente o tal exercício. Aliás, ficou escondido por duas décadas… Ao relê-lo, por estes dias, percebi que talvez ele tenha significado ainda pois afinal, as guerras étnicas não acabaram, o consumismo disparou (junto com a inadimplência…) e o futebol atual ainda é este horror em que se combinam grana, violência e  falcatruas diversas. Portanto, a meu ver, o artiguinho continua valendo… Leiam a seguir… Continuar lendo “O Kosovo onde é mesmo que fica?”

De controle, controlismo, controlite e controlose

GULLIVERO assunto de que trata o título deste post, baseado em artigo do advogado Bruno Dantas (*) recentemente publicado em O Globo (ver link ao final), o qual, entre outros atributos é Ministro do Tribunal de Contas da União, remete a algo que infelizmente é comum nas práticas de governo brasileiras. Como diz o autor, quem deveria regular e gerir a coisa pública em nosso país acaba evitando tomar decisões inovadoras e realmente eficazes, por medo de ter seus atos questionados e ir parar na cadeia. Ou ainda pior do que isso: protelar e deixar de decidir o que lhe é obrigação, por estar sempre aguardando um aval prévio dos egrégios Tribunais de Contas, o que configura um verdadeiro regime de terror e de confusão entre poderes, nada condizente com a verdadeira democracia. Continuar lendo “De controle, controlismo, controlite e controlose”

1964: há quem tenha saudades…

GOLPE 64Mil novecentos e sessenta e quatro: fatídico ano. No dia exato dos acontecimentos eu trabalhava em uma escola de datilografia (já fui professor desta arte, acreditem), que fez parte de uma das variadas tentativas de meu pai “abrir um negócio”. Eu escutava pelo rádio de uma sala ao lado os relatos da movimentação de tropas, com evidentes avanços dos mineiros do General Mourão sobre o Rio de Janeiro. Mas não me dava por vencido, Continuar lendo “1964: há quem tenha saudades…”

Mensagem 2017

Aos amigos e leitores deste blog encaminho esta mensagem, coletada no grande Fernando Sabino. Dedico-a, especialmente,aos que estão envelhecendo (como eu…), para os que já envelheceram, para os que ainda vão envelhecer e, principalmente, para os que pensam que NUNCA irão envelhecer…  <<PARA encerrar o ano não há como não transcrever na íntegra esse poema (ou oração) que me caiu nas mãos, cuja origem se perde … Continuar lendo Mensagem 2017