Antônio Conselheiro e Jair Messias: algo a ver?

Certa vez, em remoto país, um jornalista foi designado para cobrir acontecimentos que movimentavam os territórios interiores, nos quais despontava a figura de um líder terrível, seguido por massas por ele fanatizadas e uma verdadeira guarda pretoriana que o guardava de quaisquer perigos, tudo isso no âmago de uma realidade terrivelmente pobre e inculta. Recorro aqui à sua narrativa original. 

Sobre a história de tal líder, antes um cidadão obscuro, dado a rompantes, fracassado e de poucas luzes, que gradualmente, por força de circunstâncias diversas, foi se impondo no cenário político e social  do país, observou o jornalista: “Nota-se já em tudo isto um crescendo para profissões menos trabalhosas, exigindo cada vez menos a constância do esforço; o contínuo despear-se da disciplina primitiva, a tendência acentuada para a atividade mais irrequieta e mais estéril, o descambar para a vadiagem franca. Ia-se-lhe ao mesmo tempo, na desarmonia do lar, a antiga serenidade. Este período de vida mostra-o, todavia, aparelhado de sentimentos […] de permanentes lutas partidárias abrindo-lhe carreira aventurosa, em que poderia entrar como tantos outros, ligando-se aos condutícios de qualquer conquistador de urnas”.

Seu aspecto é descrito de maneira impressionista, como o de um “anacoreta sombrio, cabelos crescidos até aos ombros […]face escaveirada; olhar fulgurante; monstruoso, que ainda moço, já impressionava vivamente a imaginação das pessoas […]. Nada referia sobre o passado. Praticava em frases breves e raros monossílabos. Andava sem rumo certo, de um pouso para outro, indiferente à vida e aos perigos; tornando-se logo alguma coisa de fantástico ou mal-assombrado para aquelas gentes simples”.

Vê-se assim que tal figura desde cedo mostrou estranha capacidade de mover a imaginação das pessoas simples e ignorantes de sua época.

Em certo momento de sua vida, o tal líder chegou a ser ameaçado de punição pelos seus malfeitos, mas isso lhe constituiu incidente mínimo, que recebeu de forma indiferente. E assim mais ainda se destacaria “sua fisionomia estranha: face morta, rígida como uma máscara, sem olhar e sem risos; pálpebras descidas dentro de órbitas profundas; e o seu entrajar singularíssimo; e o seu aspecto repugnante”.

Tal líder, com certeza, tinha correspondência direta com o meio no qual foi engendrado. “No seio de uma sociedade primitiva, que pelas qualidades étnicas e influxo das santas missões malévolas compreendia melhor a vida pelo incompreendido dos milagres, o seu viver misterioso rodeou-o logo de não vulgar prestígio, agravando-lhe, talvez, o temperamento delirante. A pouco e pouco todo o domínio que, sem cálculo, derramava em torno, parece haver refluído sobre si mesmo. Todas as conjeturas ou lendas que para logo o circundaram fizeram o ambiente propício ao germinar do próprio desvario. A sua insânia estava, ali, exteriorizada. Espelhavam-na a admiração intensa e o respeito absoluto que o tornaram em pouco tempo árbitro incondicional de todas as divergências ou brigas, conselheiro predileto em todas as decisões. A multidão poupara-lhe o indagar torturante acerca do próprio estado emotivo, o esforço dessas interrogativas angustiosas e dessa intuspecção delirante, entre os quais envolve a loucura nos cérebros abalados. Remodelava-o à sua imagem”.

A retórica do sujeito pareceu ao jornalista bem peculiar, configurando “uma oratória bárbara e arrepiadora, feita de excertos truncados […], desconexa, abstrusa, agravada, às vezes, pela ousadia extrema […] transcorrendo em frases sacudidas; misto inextricável e confuso de conselhos dogmáticos, preceitos vulgares da moral cristã e de profecias esdrúxulas… Era truanesco e era pavoroso. Imagine-se um bufão arrebatado numa visão do Apocalipse… Parco de gestos, falava largo tempo, olhos em terra, sem encarar a multidão abatida sob a algaravia, que derivava demoradamente, ao arrepio do bom senso, em melopeia fatigante. Tinha, entretanto, ao que parece, a preocupação do efeito produzido por uma ou outra frase mais decisiva. Enunciava-a e emudecia; alevantava a cabeça, descerrava de golpe as pálpebras; viam-se-lhe então os olhos extremamente negros e vivos, e o olhar — uma cintilação ofuscante… Ninguém ousava contemplá-lo. A multidão sucumbida abaixava, por sua vez, as vistas, fascinada, sob o estranho hipnotismo daquela insânia formidável”.

Será que tal figura fazia milagres verdadeiros? “E o grande desventurado realizava, nesta ocasião, o seu único milagre: conseguia não se tornar ridículo… […] reprodução do mesmo sistema, das mesmas imagens, das mesmas fórmulas hiperbólicas, das mesmas palavras quase”. E estaria tal líder atualizado do ponto de vista cultural, científico ou político? “É um exemplo belíssimo da identidade dos estados evolutivos entre os povos. O retrógrado reproduz o facies dos místicos do passado. Considerando-o, sente-se o efeito maravilhoso de uma perspectiva através dos séculos”.

Mas uma coisa era certa: o magnetismo que exercia sobre as massas. “Assim pervagou largo tempo, até aparecer […[ ia-lhe crescendo o prestígio. Já não seguia só. Encalçavam-no na rota desnorteada os primeiros fiéis. E no meio desse extravagar adoidado, rompendo dentre o messianismo religioso, o messianismo da raça levando-o à insurreição contra a forma republicana, num profetismo que anunciava, idêntico, o juízo de Deus, a desgraça dos poderosos, o esmagamento do mundo profano”.

Havia quem se opusesse a ele, e não foram poucas pessoas, embora parte apreciável delas, na ocasião, ainda o seguisse. Mas não se dava por vencido, ao contrário crescia em seus ímpetos: “malignou-lhe o ânimo, dominador incondicional, principiou de se irritar ante a menor contrariedade”. Um dia, convidado a colaborar com alguém, assim procedeu:  “deferia ao convite, através de imposições discricionárias, relembrando, com altanaria destoante da pacatez antiga”.

Os seguidores, magnetizados, não o deixavam: “Os crentes acompanharam-no. Não inquiriram para onde seguiam. E atravessaram serranias íngremes, tabuleiros estéreis e chapadas rasas, longos dias, vagarosamente, na marcha cadenciada pelo toar das ladainhas e pelo passo tardo do profeta”.

E assim, em torno de tal figura, começaram a surgir em torno dele pessoas, grupos e movimentos inteiros dispostos a afrontar as leis e os regulamentos sociais em geral, de uma forma que “parecia estereografar a feição moral da sociedade ali acoitada. Era a objetivação daquela insânia imensa. Documento iniludível permitindo o corpo de delito direto sobre os desmandos de um povo. Aquilo se fazia a esmo, adoidadamente”. Alguns desses grupos se dedicaram à construção de moradias, formando assim uma “urbs monstruosa, de barro, [que] definia bem a civitas sinistra do erro” que surgia, dentro de algumas semanas, já feito ruínas. Nascia velho. Visto de longe, desdobrado pelos cômoros, atulhando as canhadas, cobrindo área enorme, truncado nas quebradas, revolto nos pendores — tinha o aspecto perfeito de uma cidade cujo solo houvesse sido sacudido e brutalmente dobrado por um terremoto. Não se distinguiam as ruas. Substituía-as dédalo desesperador de becos estreitíssimos, mal separando o baralhamento caótico dos casebres feitos ao acaso, testadas volvidas para todos os pontos, cumeeiras orientando-se para todos os rumos, como se tudo aquilo fosse construído, febrilmente, numa noite, por uma multidão de loucos…”.

Mas à medida que o tempo passava, lhe chegavam mais e mais fiéis seguidores: “chegavam, de permeio com os matutos crédulos e vaqueiros iludidos, sinistros heróis da faca e da garrucha. E estes foram logo os mais quistos daquele homem singular, os seus ajudantes de ordens prediletos, garantindo-lhe a autoridade inviolável. Eram, por um contraste natural, os seus melhores discípulos. A seita esdrúxula — caso de simbiose moral em que o belo ideal cristão surgia monstruoso dentre aberrações fetichistas — tinha os seus naturais representantes nos […] capazes de carregar os bacamartes homicidas com as contas dos rosários…”.

E o que os mantinha unidos? “As armas — a mesma revivescência de estádios remotos: o facão jacaré, de folha larga e forte; a parnaíba dos cangaceiros, longa como uma espada; o ferrão ou guiada, de três metros de comprido, sem a elegância das lanças, reproduzindo os piques antigos; os cacetes ocos e cheios pela metade de chumbo, pesados como montantes; as bestas e as espingardas. Entre estas últimas, gradações completas, desde a de cano fino, carregada com escumilha, até à ‘legítima de Braga’, cevada com chumbo grosso, ao trabuco brutal ao modo de uma colubrina portátil, capaz de arremessar calhaus e pontas de chifre, à lazarina ligeira, ou ao bacamarte de boca-de-sino”. E arremata: “De nada mais necessitava aquela gente”.

E não estava para brincadeiras aquela gente, formando às vezes “bandos turbulentos, arremetendo com os arredores, fazendo toda a sorte de tropelias […] desde que aumentassem o patrimônio da grei […] Entre eles “valentões de nota, tornaram-se alarmantes, em um crescendo tal, de depredações e desacatos, que despertaram a atenção dos poderes constituídos”. Assim iam se constituindo “guardas pretorianas dos capangas, que de lá partiam, trilhando rumos prefixos, para reforçarem, a pau e a tiro, a soberania popular, expressa na imbecilidade triunfante de um régulo qualquer; e para o estraçoamento das atas; e para as mazorcas periódicas que a lei marca”. E constata o repórter: “a nossa civilização de empréstimo arregimentava, como sempre o fez, o banditismo sertanejo”.

Ainda sobre o fanatismo despertado pelo líder e seus seguidores mais próximos, nota o autor a chegada de novas levas de seguidores ao domínio do tal líder a ele chegando “estropiados da jornada longa, mas felizes. Acampavam à gandaia pelo alto dos cômoros. A noite acendiam-se as fogueiras nos pousos dos peregrinos relentados. Uma faixa fulgurante enlaçava o arraial; e, uníssonas, entrecruzavam-se, ressoando nos pousos e nas casas, as vozes da multidão penitente, na melopeia plangente dos benditos”.

E quem eram, exatamente, essas pessoas assim atraídas? “Jugulada pelo seu prestígio, a população tinha, engravecidas, todas as condições do estádio social inferior. Na falta da irmandade do sangue, a consangüinidade moral dera-lhe a forma exata de um clã, em que as leis eram o arbítrio do chefe e a justiça as suas decisões irrevogáveis [com isso se] estereotipava o facies dúbio dos primeiros agrupamentos bárbaros”. E mais: “Aceitando, às cegas, tudo quanto lhe ensinara aquele; imersa de todo no sonho religioso; vivendo sob a preocupação doentia da outra vida, resumia o mundo […]. Não cogitava de instituições garantidoras de um destino na terra”.

E diante dos sofrimentos da vida: “O seu senso moral deprimido só compreendia a posse deste pelo contraste das agruras suportadas. De todas as páginas de catecismo que soletrara ficara-lhe preceito único: Bem-aventurados os que sofrem… A extrema dor era a extrema-unção. O sofrimento duro a absolvição plenária […]para a peçonha dos maiores vícios”. Talvez o líder tivesse proferido, em alguma ocasião, a expressão: e daí. Mas isso não ficou registrado.

O sentimento de justiça entre aquela gente é definido pelo autor: “Inexorável para as pequenas culpas, nulíssima para os grandes atentados, a justiça era, como tudo o mais, antinômica, no clã policiado por facínoras. Visava uma delinquência especial, traduzindo-se na inversão completa do conceito do crime. Exercitava-se, não raro duramente, cominando penas severíssimas sobre leves faltas”.

Que gente era aquela, afinal? “O certo é que abria aos desventurados os celeiros fartos pelas esmolas e produtos do trabalho comum. Compreendia que aquela massa, na aparência inútil, era o cerne vigoroso do arraial. Formavam-na os eleitos, felizes por terem aos ombros os frangalhos imundos, esfiapados sambenitos de uma penitência, que Ihes fora a própria vida; bem-aventurados porque o passo trôpego, remorado pelas muletas e pelas anquiloses, Ihes era a celeridade máxima, no avançar para a felicidade eterna”.

E nas ruas, perambulando, aos gritos, com suas vestimentas significativas, “ali estavam, gafadas de pecados velhos, serodiamente penitenciados, as beatas — êmulas das bruxas das igrejas — revestidas da capona preta lembrando a holandilha fúnebre da Inquisição: as “solteiras” , termo que nos sertões tem o pior dos significados, desenvoltas e despejadas, “soltas” na gandaíce sem freios; as “moças donzelas” ou “moças damas”, recatadas e tímidas; e honestas mães de famílias; nivelando-se pelas mesmas rezas . Faces murchas de velhas — esgrouviados viragos em cuja boca deve ser um pecado mortal a prece; rostos austeros de matronas simples; fisionomias ingênuas de raparigas crédulas, misturavam-se em conjunto estranho. Todas as idades, todos os tipos, todas as cores… Grenhas maltratadas de crioulas retintas; cabelos corredios e duros, de caboclas, trunfas escandalosas, de africanas madeixas castanhas e louras de brancas legítimas embaralhavam-se, sem uma fita, sem um grampo, sem uma flor. o toucado ou a coifa mais pobre”.

Isso dedicou às mulheres, mas dos homens também disse: “destaca-se, então, mais compacto, o grupo varonil dos homens, mostrando idênticos contrastes: vaqueiros rudes e fortes, trocando, como heróis decaídos, a bela armadura de couro pelo uniforme reles de brim americano; criadores, ricos os outrora, felizes pelo abandono das boiadas e dos pousos animados; e menos numerosos, porém mais em destaque, gandaieiros de todos os matizes , recidivos de todos os delitos. […] Já são famosos alguns. Prestigia-os o renome de arriscadas aventuras, que a imaginação popular romanceia e amplia. Lugar-tenentes do ditador humilde, tomam armados a frente do ajuntamento. Mas há distinguir-se-lhes neste instante, na atitude e no gesto, o desgarre provocante dos valentões incorrigíveis”.

No meio destes perfis trágicos destaca uma figura ridícula, um sujeito “espigado, magríssimo, adelgaçado pelos jejuns, muito da privança do lder; meio sacristão, meio soldado, misseiro de bacamarte, espiando, observando, indagando, insinuando-se jeitosamente pelas casas, esquadrinhando todos os recantos do arraial, e transmitindo a todo instante ao chefe supremo, que raro abandonava o santuário, as novidades existentes […]”. Afinal assim, “na multidão suspeita a natureza tinha, afinal, um devoto, alheio à desordem, vivendo num investigar perene pelas drogarias primitivas das matas”.

E muito mais longe vai o nosso repórter, eis que domina bem o idioma e dispõe de imensa verve.

Mas, peraí… Estão pensando que esta narrativa diz respeito aos tempos atuais e ao presidente da República? Enganam-se! O texto é de Euclides da Cunha e feito na última década do século XIX, como repórter de O Estado de São Paulo, reportando informações sobre Antônio Conselheiro e o movimento em Canudos, suas milícias, suas ideias, seus fiéis seguidores, seu destino trágico. 

Antônio Conselheiro e Jair Messias parecem feitos na mesma fôrma. Mas é bom guardar as diferenças. O pobre profeta era também, sem dúvida, um fanático religioso, violento, misógino, inculto, mal informado, conservador e tacanho, além de intelectualmente limitado. Mas em seu favor, pode-se dizer que queria o Reino dos Céus para todos. E que seus desvarios levaram à morte não mais do que poucas centenas de pessoas. Pensando bem, a semelhança entre os dois não é tão grande como parece…

5 comentários sobre “Antônio Conselheiro e Jair Messias: algo a ver?

  1. A analogia entre Antônio Conselheiro e Jair Bolsonaro dá pano para manga. Aquele atuava à margem da sociedade; encapsulado no Sertão. Já Bolsonaro está no core do país. Isso, por si, dificulta muito o entendimento da analogia. Por isso, me restrinjo a isso na comparação.
    O que quero mesmo é jogar luz sobre Antônio Conselheiro para um julgamento justo.
    As referências de Euclides da Cunha a Antônio Conselheiro estão eivadas da antropologia médica racista vigente à época. No Brasil, o expoente era o médico Nina Rodrigues, useiro e vezeiro em usar argumentos racistas em suas teses. Em nome do equilíbrio, destaco que, ao mesmo tempo, Nina Rodrigues mantinha elos de amizade e respeito com os negros e seus costumes, frequentando (ao contrário de seus colegas da Escola de Medicina da Bahia) terreiros de candomblé em Salvador. Mesmo assim, com todos os problemas de sua abordagem, deve-se a ele o pioneirismo nos estudos da cultura afro-brasileira.
    MAURO MARCIO DE OLIVEIRA

    1. Admito que a Republica, insegura e autoritária, usou mão pesada e desnecessária para abafar o movimento e que Euclides refletia as teorias racistas da época (como Lobato mais tarde).
      Mas cá entre nós, o nosso destino como nação teria sido infinitamente pior caso prevalecesse aquele tipo de ideologia e liderança fundamentalistas.

  2. Continuação (MAURO)
    O assim considerado ‘iletrado’ Antônio Conselheiro teve acesso à tradição católica erudita escrita por consulta a vários textos de religiosos portugueses, tendo deixado manuscritos que encheram mais de 700 páginas, das quais 2/3 são de transcrição da Bíblia (copista) e 1/3 de lavra própria (autor), o que foi publicado sob o título: Os Apontamentos da Divina Lei de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Antônio Conselheiro: Trazendo à Tona um Manuscrito Centenário. Isso é o conhecido. Imagino que uma parte foi destruída ou se perdeu. Logo, ele é mais do que um copista; ele é autor. Ainda assim, não comungo com a orientação de Antônio Conselheiro, mas o vejo como uma figura a ser recuperada da demolição promovida por Euclides da Cunha e apoiada pela nascente República.

    1. Acho que houve uma tentativa de “resgate” do papel histórico de AC, tentando dar a ele a feição de um “libertador”, com Glauber e acho que com Vargas Llosa, mais tarde, também. Uma coisa à esquerda, talvez. Mas para mim ele nao cabe em tal figurino.
      FLAVIO

  3. Mas é claro! Quanto a isso não tenha dúvidas. O que quero é ressaltar é a desqualificação que foi feita e aceita pela opinião pública, essa mesma, um século depois, que andou ou anda de mãos dadas com Bolsonaro
    MAURO

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