Um encontro muito especial

JKUm dia, no final de 1971, quando já nos preparávamos para encerrar as atividades acadêmicas, estávamos um grupo de colegas na porta da Faculdade de Medicina. Lembro-me, especialmente, de dois deles, que não me deixarão mentir sobre o ocorrido: João Luiz Monteiro e Leonardo Diniz. Um grupo de senhores sai pela porta principal, em animada conversa. Alguns deles, velhos professores da faculdade. De repente, um desses homens se adianta aos demais e nos abarca com um abraço imenso, alcançando três ou quatro de nós de uma só vez. E nos dirige a palavra, mostrando no rosto um sorriso que de algum lugar já conhecíamos: “então, moçada, será que esta faculdade é tão boa como era no meu tempo”? Percebemos, encantados, que quem estava ali era uma pessoa muito especial: Juscelino Kubitscheck de Oliveira, que visitava a velha escola onde se formara, mais de 40 anos antes. Custamos a encontrar o que dizer. Eu e Leonardo nos antecipamos aos demais, mas a surpresa e a emoção não nos permitiram formular frases muito inteligentes. Era ele, em pessoa! Estava totalmente no ostracismo agora, constrangido pelos militares, mas quando aparecia em público, era consagrado com todas as honras. Não foi um grande momento?

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