O que vale uma criatura a não ser poder amar?

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar?  sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Drummond, sem dúvida, sabia muito sobre tal assunto, haja vista sua trajetória amorosa pessoal, dividida entre um casamento convencional e um amor de perdição, melhor dizendo (talvez) de real encontro. Juntar pedaços de seu oratório neste campo é exercício inspirador e eu poderia me deter sobre isso, quilometricamente, porque tal tema é permanente em sua obra. Aliás, me lembro de uma famosa entrevista do Poeta ao Pasquim, quando ele, para justificar sua pretensa negativa em atender jornalistas e outros personagens em busca de entrevistas, lacrou com a seguinte afirmativa, ou algo assim: não vejo necessidade, de fato, em dar entrevistas, eu já me exponho mais do que qualquer pessoa através de meus poemas, crônicas e contos. Isso me toca diretamente, como pessoa que também costuma se expor neste quesito. Como eu já disse antes e reitero agora, amor é sempre amor; imaginado ou vivido por inteiro – ou por partes; amor com ventura ou com angústia; com alegria ou tristeza; com esperança ou desespero; com alivio ou dor. Sempre o mesmo e sempre diferente. É assim que aqui vai mais uma seleção de textos meus sobre este candente tema que é o Amor. Como veem, eu também me exibo e já me esbaldei em escrever sobre tal tema, mas gostaria mesmo é de tê-lo praticado de forma mais intensiva e, principalmente, bem sucedida. Antes de passar aos meus textos, indicados abaixo, vamos a Drummond, que sempre diz o que é preciso dizer: Amor é privilégio de maduros / Estendidos na mais estreita cama, / Que se torna a mais larga e mais relvosa, / Roçando, em cada poro, o céu do corpo. /É isto, amor: o ganho não previsto, / O prêmio subterrâneo e coruscante, / Leitura de relâmpago cifrado, / Que, decifrado, nada mais existe / Valendo a pena e o preço do terrestre, /Salvo o minuto de ouro no relógio / Minúsculo, vibrando no crepúsculo. / Amor é o que se aprende no limite, / Depois de se arquivar toda a ciência / Herdada, ouvida. Amor começa tarde

De um diário alheio: Amores
De um diário alheio: Amores – Vereda Saúde
Um diário esquecido em um avião e a busca infrutífera por seu autor; a identificação que surge entre quem escreve e quem lê; narrativas de uma complexa trajetória amorosa; revelações de amor e de morte. 
De um diário alheio: Poesia
De um diário alheio: Poesia – Vereda Saúde
Ainda o diário achado em um avião e a busca por seu autor; possíveis pistas que se desafazem; o trajeto amoroso do autor que permanece desconhecido, revelado em poemas de conteúdo erótico e filosófico.
Amor que começa tarde
Amor que começa tarde – Vereda Saúde
Os desencontros amorosos de um viúvo e seu encontro culminante com uma musa que ele supunha definitiva em sua vida, entretanto com ilusões desfeitas.
Mme. Bovary revisitada
Madame Bovary revisitada – Vereda Saúde
Um jovem jornalista e candidato a escritor recebe de seu chefe uma missão vulgar, de reportar um possível suicídio, do que resulta um inesperado encontro entre a vida real e um clássico da literatura.
As ruínas do Cine Academia
As ruínas do Cine Academia – Vereda Saúde
Um homem abandonado pela mulher que ele amava faz um percurso físico e psicológico pelo ambiente em que seu relacionamento foi construído e depois destruído.
Não foi um amor exemplar
Não foi um amor exemplar, mas o resto não interessa – Vereda Saúde
Relato de uma relação amorosa que um dia marcou a vida do narrador, a qual, entretanto, declinou e feneceu, deixando suas marcas.
Apenas mais uma história de amor
Apenas mais uma história de amor – Vereda Saúde
Nascimento e morte de uma relação amorosa, de suas conquistas e dissabores, surgida nos bancos escolares universitários e duradoura até a maturidade de seus protagonistas.
A paciente do leito 14
A paciente do leito catorze – Vereda Saúde
Uma crônica de amor e de morte entre uma paciente e seu médico, em uma enfermaria de Oncologia.
Registrado nas efemérides
Registrado nas Efemérides (e outras histórias) – Vereda Saúde
Narrativa fantástica da passagem de um casal de amantes por uma vila onírica, perdida nos longes de um Sertão incerto no interior do País.
Para uma amiga que partiu
Para uma amiga que partiu – Vereda Saúde
Reminiscências póstumas de encontros entre um homem e uma mulher, na perigosa ponte entre o Amor e a Amizade.
Esperando Bardot
Esperando Bardot – Vereda Saúde
Devaneios de um homem que ama mulheres inalcançáveis, com título inspirado em uma peça de Samuel Beckett.

(Ver também outros textos meus em: Amor em tempos de pandemia (e cia.) – Vereda Saúde),

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