O dia em que tomei uísque com Drummond

Em novembro de 1985, minha mãe, que sempre falava em visitar seu tio, Carlos Drummond de Andrade, mas que achava difícil sair de Belo Horizonte para fazê-lo, por falta de companhia, me levou a oferecer acompanhá-la . E eu fiz isso sem titubear, é claro. Eu tinha estado com Drummond umas quatro ou cinco vezes ao longo da minha vida, mas uma visita assim tão pessoal seria a primeira vez. Eu não podia realmente perder tal oportunidade. Foi assim que peguei um ônibus em Uberlândia, onde eu morava então, e já no dia seguinte fui buscá-la na Rodoviária do Rio, para executarmos o combinado.

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