Saúde em Portugal: observações pessoais (2019)

calcada-p-limaDe minha janela em Cascais, onde estive por sessenta dias, a Terra Lusitana me chegava aos sentidos através de várias imagens: pinheiros e oliveiras nas encostas; pés de couve nos quintais; ovelhinhas em apriscos; patos e galinhas ciscando em terreiros; algumas ruínas; casarões senhoriais; modernos conjuntos habitacionais. O mar onipresente no país apenas envia sua brisa, pois não era possível enxerga-lo de onde eu estava. Tudo ao mesmo tempo, agora! Junta-se assim o moderno e o arcaico; o natural e o construído pelo homem; o simples e o complexo; a gente rica e a remediada, pois não chego a ver pobreza por aqui. Que país seria este, tão conhecido e ao mesmo tempo ignorado por nós brasileiros. Um espelho onde poderíamos ver refletidas algumas de nossas vergonhas? Na saúde, por exemplo, em 2011 eles estavam simplesmente quebrados, como nós, hoje ou quase sempre. E passaram o chapéu, rendendo-se ao polêmico acordo firmado com o FMI, Banco Central e Comissão da União Europeia – a famigerada Troika. Foi assim aplicado ao país o amargo remédio da austeridade.

Assim, compartilho com meus leitores uma série de textos, em número de 10, que produzi durante minha estadia em Portugal, tentando entender o modo como eles “estão a resolver”, bem melhor do que nós, diga-se de passagem, os dilemas de proporcionar uma saúde digna a toda a população, inclusive para os que chegam de fora, que são muitos por lá. Na medida do possível, tentei também comparar as coisas da saúde entre o Brasil e Portugal, embora nem sempre seja tarefa fácil ou mesmo recomendável, das as diferenças culturais, políticas – históricas enfim – existentes entre os dois países. Segue um resumo de tais textos e o link para seu acesso completo. Continuar lendo “Saúde em Portugal: observações pessoais (2019)”

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