Existe intolerância religiosa no Brasil?

INQUISIÇÃOExistiria intolerância religiosa no Brasil de hoje? Assunto que parecia morto nas dobras da História de repente volta à tona. Não sem motivos, pois aqui e ali eclodem casos concretos. Isso, forçosamente, nos leva a tentar fazer comparações com o racismo. No Brasil, até mesmo por intepretações apressadas da obra de Sérgio Buarque de Hollanda, muito se fala daquela suposta “cordialidade” inata do brasileiro. Na questão racial, entretanto, nada mais falso. É a nossa maneira de dizer que não somos exatamente racistas, mas preferimos que os não brancos reconheçam e permaneçam cientes e zelosos daquela especial posição que a cor da pele lhes impõe, ou seja, no andar de baixo.. Na questão religiosa, entretanto, a questão, a meu ver, é bem outra. Essencialmente, somos um país tolerante no qusito das crenças. Nossa formação miscigenada luso-negra-índia algum benefício nos terá trazido… É claro que ao longo de nossa história, judeus, maçons, protestantes, praticantes do candonblé, sentiram o peso do catolicismo ibérico e inquisitório. Mas isso foi no passado, já remoto. Hoje, intolerância religiosa tem nome, cpf, fator rh e endereço… Seu objeto são as religiões afro e as provocações partem,quase sem exceção, da miríade de igrejas-negócio neopentecostais que se espalham pelo Brasil a fora. Poderosíssimas, por sinal, detentoras até mesmo de redes de TV e de uma “bancada evangélica” nas Assembleias e no Congresso Nacional. Gente que prega, além da prosperidade (para quem contribui com o dízimo), teses tão arcaicas como a negação do casamento homoafetivo, a proibição do aborto, o cerceamento da liberdade de crença, ao mesmo tempo que aderem ao governo – qualquer governo – desde que lhes sejam contempladas as crenças e ideologias. Principalmente aquelas que dizem respeito à prosperidade – dos pastores e dos representantes que elegem, fique claro!. Pois bem, concluindo: os casos de intolerância religiosa com que nos deparamos, cada vez mais frequentes, por sinal, não tem outra origem: os cultos neopentecostais, nos quais é notória a manipulação dos fiéis pelos pastores – empresários. Não se tem notícia, recente pelo menos, de um grupo religioso perseguindo, denegrindo (sem trocadilho) e até mesmo incentivando linchamentos de fiéis de outra crença. Bin Laden e o Mulá Omar ficariam orgulhosos… E o pior: Dilma, Alckmin e outros (nem falo do Cunha…) babam para esta gente e comparecem, como se fosse coisa normal, até mesmo à inauguração salomônica do grande templo em São Paulo, monumento erigido a uma suposta “teologia da prosperidade” e, principalmente, ao mau gosto… Que Deus (não o deles) nos ajude!

 

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