O dilema da jabuticaba

DILMAA nossa simpática jabuticaba não é mais uma daquelas coisas que só existem no Brasil…

Aqui acontece, também, de forma inédita e exclusiva, por exemplo, um Presidente da Câmara dos Deputados, vazando crimes pelo ladrão (ou sendo ele o próprio ladrão…) tornar-se fiel da balança de um eventual processo de impedimento contra uma Presidente eleita não apenas pelos seus pares, mas por muitos milhões de brasileiros, contra a qual não há, até o momento pelo menos, acusações formais.

Deixo as coisas claras de princípio: não votei em Dilma, nem da primeira e nem da segunda vez. No plano pessoal, tenho certa birra de gente mandona e desarticulada de ideias como ela. Mas o que importa é o fato de que acredito que o rodízio de poder é fundamental para a democracia. Sendo assim, optei por Marina e depois Eduardo Jorge.

Devo ainda dizer que, tendo votado em Lula quatro vezes, além de muitos outros candidatos do PT ao longo dos anos, achei que já era hora de dar minha contribuição para virar o disco e encerrar o ciclo petista na história do Brasil, ou, quem sabe, aplicar nele sursis por um período.

Mas o pior deste momento que atravessamos – que é crise M E S M O, Boff que me desculpe – é ter que explicar, jabuticabalmente, coisas que deveriam ser e parecer óbvias. E cá entre nós, só mesmo muito preconceito, burrice ou má vontade para justificar a necessidade disso…

Não votei em Dilma, mas nem por isso sou fã do Aécio.

Sendo assim, não me chamem de coxinha – e muito menos de petralha.

Gosto da democracia e da honradez na política, o que não me transforma num golpista apressado.

Detesto o Eduardo Cunha, entre ele e a Dilma não escolho ninguém, mas puxaria a descarga primeiro para ele. Entre Cunha e o cachorro da esquina, fico com este último, certamente mais digno e alheio a contas na Suíça.

Acho que o PT se perdeu, mas seus adversários… PelamordeDeus!

O Lula excede em sua capacidade de embromar, mas tem rivais poderosos em tal performance, como Agripino, Alkmin, Aécio, Aloísio (para só ficar na letra “A”).

O mensalão e o petrolão me ofenderam, mas quem não sabe que antes dele teve a reeleição, o leilão da Vale e outras façanhas de tucanão?

Não acho que a causa gay tenha a importância social que alguns lhe conferem, mas nem por isso estão autorizados a dizer que bolsonarizei…

Leio a Folha de São Paulo, o Estadão, a Carta Capital… A Veja não leio não… E tiro a média da informação – nada mais, nada menos.

Tenho um pé atrás com a “imprensa golpista”, mas não piso no quintal dos muitos repetidores da verdade Capital, digo,  oficial…

Alguém gostar do Aécio, do PSBB, do Alkmin para mim não é crime. Se o amor for pelo Cunha, apenas corto de meu círculo, mas não deixo de defender o direito das pessoas a formas menos ortodoxas de amor…

Tem que explicar mais? Isso já está mais carregado que uma jabuticabeira, vai acabar me dando um piriri…

 

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