Viagem a Portugal (II): Entre a Cruz e a Espada

VISTA DE OBIDOSPara sair de Lisboa há um dilema a ser resolvido: qual estrada tomar? Sim, porque há sempre mais de uma opção. Em geral, existem grandes rodovias, padrão ‘União Europeia”, com largas pistas de rolamento, muito bem conservadas, sinalizadas, limpas e… pagas. Porém, o ideal é ir pelas vias colaterais, nem sempre com acesso bem sinalizado, também de boa qualidade, embora bem mais estreitas. Mas é através delas que se pode encontrar o Portugal profundo, aquele a que talvez ainda “falta cumprir-se”, conforme quis Fernando Pessoa, mas que é mais interessante de se ver e estar.

Mas desta vez saímos pela via indicada pelas placas, após pegarmos o carro alugado no aeroporto, um Peugeot diesel (gasóleo, lá) up-to-date. E vamos pelo trecho de pedágio mesmo, padrão autobahn, afinal estamos na União Europeia.

É de manhã, hora de as pessoas irem para o trabalho. Seja no fluxo ou no contrafluxo de veículos, tudo tranquilo. Um comboio moderno, veloz e colorido, às vezes visto ao longe, nos indica a razão de tanta placidez.

Passada a “mancha urbana” de Lisboa, mancha limpa, humanizada e bem urbanizada, diga-se de passagem, chega-se finalmente a um ambiente mais rural. Não é uma região de vinícolas ou outras plantações, ou mesmo de fazendas de gado. O que domina a paisagem são os enormes “ventiladores” das usinas eólicas, que se contam às centenas, geralmente no alto das colinas. Aqui e ali, capões de eucalipto, mas bem mais modestos do que as imensas e monótonas florestas da mesma espécie que se veem no Brasil.

As usinas eólicas, para os mais puristas, talvez maculem a paisagem. Mas como tais moinhos são novidade para nós, achamos que até acrescentam valor ao cenário, sendo tão enxutos no design e suaves em seu movimento. Um Dom Quixote, ressuscitado aqui, ficaria certamente abismado com a dimensão de tais gigantes. A proximidade com o litoral faz com que sua matéria prima, o vento, não falte. Finalmente a ideia de um “armazém de vento” parece fazer sentido, não é dona Dilma?

O que se vê no entorno da autopista é dominado pela contemporaneidade. Nem se pode imaginar que chegaremos, em breve, ao epicentro de uma zona de fortificações, igrejas, mosteiros e aldeias históricas, muitos com mais de mil anos de idade. Presentes até agora como obra humana, além das usinas eólicas, são casas esparsas, convencionalmente modernas e também uma ou outra vila dormitório, com boas casas e prédios de apartamentos, tudo bem decente. Pequenas propriedades, bem cercadas, mostram geralmente pomares com hortas e fruteiras variadas, entre elas videiras, figueiras e outras frutas de clima temperado. Tudo muito bem cuidado, dentro de um traçado, por assim dizer, minimalista. Eis que tudo é minifúndio aqui.

As placas já avisam sobre a chegada a Óbidos, mas parece incrível que uma fortaleza medieval possa se fazer presente dentro de um cenário tão convencional. Começamos a procurar, à frente, a presença da velha cidade, até que em um morrinho, mais adiante, nos pareceu avistar a linha recortada por seteiras de uma típica muralha. Mais uma curva e a vemos por inteiro, do lado esquerdo, recortada contra um céu azul imaculado. Agora, no alto de um pequeno morro, a muralha mostra-se por inteiro, acompanhando a lombada da colina. Muito mouro e espanhol passando por aqui deve ter pensado duas vezes e relutado antes de enfrentar as alabardas e as balestras lusas…

Chegar a Óbidos numa manhã de primavera não tem preço… A emoção, para nós, foi tanta, que resolvemos adentrar à muralha sem pressa, como quem saboreia a ocasião, passo a passo. Começamos com um brinde de Villa Ruiva, bom vinho alentejano, à sombra da azinheira que ladeia o estacionamento externo. Um bom queijo português da Estrela, com o denso pão que se compra em qualquer padaria, mais uma fatia de bom chouriço (que lá não é feito de sangue, mas sim de carne condimentada), completa o banquete. Melhor do que isso só estar lá dentro. É o que faremos em poucos minutos.

É forçoso não economizar no uso de adjetivos para falar de Óbidos. Ela é esplêndida! Rodeando a muralha por fora, estamos em uma pequena rua de casas modestas, mas muito agradáveis à vista. Residências a partir das quais o que se vê, do outro lado da rua, é tão somente a grande muralha de pedra, nada mais. Passado o pórtico, um recesso com um grande painel de azulejos se apresenta, bem português. E vamos adiante percorrer as vielas de Óbidos, a Anciã, com suas duas ou três ruas longitudinais e diversos becos transversais. E casas bem sólidas, sem deixarem a modéstia de lado, quase sempre com pintura imaculadamente branca e barrados, cantoneiras, portas e janelas em azul ou amarelo. Poucas igrejas, talvez duas, não mais. Para as rezas em favor d’El Rey e contra os mouros e castelhanos já seria o bastante.

As ruazinhas fervilham, pelo menos nesta época do ano. As cabeças louras e ruivas, o porte avantajado das pessoas, já mostram que os que habitam mais ao Norte da Europa adoram isso aqui. Bares, cafés, pequenos restaurantes, em profusão. Lojas de souvenirs dominadas pelos indianos ou orientais, como no resto do país. Ouve-se pouco o português por aqui…

Parar num banco de pedra, em frente a uma das igrejas, para contemplar o conjunto, não importa o ângulo, eis o que importa. Uma dama se aproxima e puxa conversa. Pequenina, com seu xale, aventalzinho de salôia e sacolinha de feira ao braço, vai às compras, certamente. Gosta de saber que somos brasileiros e ao perguntar o nome de minha companheira, cita imediatamente a compatriota Carmen Miranda. Seu nome, perguntamos logo, é Clarinha ou, tentando imitá-la no modo lusitano de falar: Cl’rinha. Deseja que tenhamos sorte e a muito amor na vida – se despede com um beijinho. Uma furtiva lágrima me escapa e nem tento disfarçar. Isso é que é ser bem recebido em terra (nem tanto) estrangeira.

Não é possível falar de Óbidos sem incluir suas floradas. Boa época para se estar lá é a primavera. Por todo lado as glicínias, lilases, em diferentes tons, escalando as fachadas brancas. E que perfume suave e ubíquo. E outras, muitas outras plantas florais, também, que me é impossível declinar o nome, por falecer-me conhecimento em botânica. Noto uma especial, hábil na escalada de muros, creio que um tipo de buganvília bem robusta, quase suculenta, ainda sem flor, mas mostrando os botões prestes a romper. Sobre um muro antigo, de pedra, um gato majestático, encimando um pedestal nodoso de glicínias, fita além muralha, dono de si mesmo.

Um banheiro razoavelmente limpo, destinado aos passantes e turistas, nos oferece o conforto necessário para prosseguir a viagem, não sem antes confirmar que aqui o visitante recebe atenção especial, mesmo se apenas em um detalhe como esse. E vamos em frente, rumo a Alcobaça.

Para ir a Alcobaça é preciso certa objetividade, além de uma aposta na sorte, pois os mapas mostram alternativas viárias e turísticas múltiplas no caminho, tais como Caldas da Rainha e Aljubarrota. Vamos passar ao largo das duas, mas sem deixar de saborear a sonoridade luso e árabe de seus nomes. A rota é curta, desta vez, apenas meia centena de quilômetros. Mas desta vez vamos pelo caminho do Portugal profundo,  já que o encontramos dessa vez. E ele é um tanto radical, sem grande sinalização e mesmo alguns buracos na pista.

A chegada a Alcobaça já nos mostra algo que se repetirá em outras cidades do trajeto. Você entre por uma via ampla e moderna, atravessa conjuntos habitacionais e casas bem construídas e modernas de classe média, sem se dar conta de onde estaria realmente o que lhe trouxe até aqui. Aqueles mil e mais anos de história, a princípio, parece que repousam apenas dentro de algum museu.

Mas o centro histórico legítimo (e vivo) acaba aparecendo. Em Alcobaça ele surge de repente, depois de uma reles esquina… Uma grande praça, sem jardins, mas apenas um paço de terra batida, árvores gigantescas, caminhos calçados em pedregulhos cúbicos de cores diferentes, bem portugueses. E ladeando tudo isso o grande mosteiro, com sua igreja enorme. Aqui, todo aumentativo é pouco…

Primeiro a Igreja, magna. Lê-se nos guias que ela se filia ao modelo cisterciense de arquitetura, que prima pela sobriedade e austeridade. Sóbria, sem dúvida, mas ser austero não parece ter sido a decisão dominante ao se levantar suas colunas, de mais de trinta metros, em pedra cinza e polida, fechando em ogivas monumentais, para a maior glória de Deus Padre. O modo cisterciense não admite ornamentos, a não ser o arranjo básico, conferido pela própria pedra. Os autofalantes presos às colunas talvez nem fossem necessários, pois mesmo sem eles, quem estivesse nas últimas fileiras, ao longo dos séculos, poderia ouvir muito bem a homilia. E tais artefatos meio que conspurcam a lógica da sobriedade cisterciense.

Na grande igreja se faz mister conhecer o túmulo de Inês de Castro e seu consorte Pedro, talhado em mármore branco, de tal modo que o cinzel do artista parece ter antes tecido do que cortado a pedra, em verdadeiras filigranas. Melhor seria apreciar com calma, mas certamente alguém por detrás se sentirá incomodado por não poder fazê-lo também, além de querer bater uma foto. Pedro e Inês, com o círculo permanente de visitas curiosas em volta deles, são como a Mona Lisa daqui. Detalhe especial do túmulo, embora um tanto mórbido, são as cenas da punição dos assassinos de Inês, aos quais foi retirada a pele, ainda vivos, como se a desvesti-los dos pés à cabeça.

Uma pausa para se tomar uma mini cerveja Port e degustar uma dose de bagaceira, tendo como tira gosto o pão português com chouriço. A tasca fica bem em frente ao Mosteiro, do outro lado da grande e praça e é o que poderia ser chamada de autêntico pé sujo. Suas paredes cobertas de posters de touradas e futebol anunciam ambiente certamente acolhedor, desde que não nos preocupemos com o odor característico que vem da porta dos fundos. Botequim que se preze…

A Igreja é só o começo. Por uma passagem lateral se entra no mosteiro. Aqui, com certeza, a sobriedade não reina e a austeridade, pelo menos no sentido econômico, passou longe. São milhares de metros quadrados de salas, salões, saletas, salinhas, quartos, recessos, alcovas, capelas, oratórios, vestíbulos, jardins, repuxos. E quando a gente pensa que já acabou, tudo começa de novo. É impossível uma descrição minimamente coerente e fidedigna. Só mesmo um Saramago… Mas destaque especial fica com a espetacular cozinha térrea, onde se preparava comida para centenas de glutões, além de um vasto dormitório em arcadas, no andar de cima.

A tal cozinha, também em arcadas, é toda revestida de pedra branca e polida, como se fosse para evitar o acúmulo de gordura. Mas possivelmente o que vemos lá hoje deve ser resultado de uma limpeza em regra, bem mais recente. Aliás, há séculos que talvez não se cozinhe nada ali. O vasto fogão, de chão, encimado por uma cúpula quadrada, de no mínimo quatro metros de lado, converge o calor e a fumaça para uma chaminé, também portentosa. As cubas de pedra, amplas e profundas, para lavar alimentos e vasilhas, são como banheiras. As mesas de preparo, nos cantos, são ladeadas por azulejos de pura cepa. Tudo é exageradamente monumental, ora pois.

O tal dormitório tem o teto em arcadas de pedras justapostas, com a simetria e a perfeição de um traçado por computador, não me surge outra imagem. Escher deve ter se inspirado ali em seus desenhos de construções que se interpenetram. Uma coisa é certa, quem dormia ali deve ter penado com o frio – ou com o calor – dependendo da estação. A pedra nua, afinal, não deve ser muito acolhedora.

O Mosteiro ainda nos oferecerá outra surpresa, que já se fizera ouvir desde a entrada no prédio. Vozes angelicais cantavam música barroca em algum lugar. Logo vimos de onde vinha e quem a produzia: dois cantores, um português e um brasileiro, especialistas no modo castrati de cantar ali faziam uma audição, ao tempo que vendiam seu CD para os visitantes. Logo compramos um. O back instrumental, embora autêntico, era gravado em computador, mas mesmo assim foi um belo espetáculo. Aquele Lascia qu’io pianga, de Haendel foi realmente inesquecível e fechou com chave de ouro nossa passagem por Alcobaça.

Próxima passagem, Batalha. Aqui a cruz cede lugar à espada? Nem tanto… O grande mosteiro foi mandado construir por D. João I, em agradecimento à Virgem, pela vitória lusa na Batalha de Aljubarrota, contra os castelhanos. Foram quase 150 anos de obras, deixadas ao final sem acabar. Estamos em uma cidade simpática e moderna, cuja grande atração foi e continua sendo o Mosteiro e a Igreja correspondente – e nada mais. A construção, mais uma vez, é monumental, para não dizer megalomaníaca. É toda feita em pedra calcária avermelhada, bastante oxidada pelo tempo, o que lhe dá um tom escuro e sombrio. Nada de sobriedade ou de austeridade. É tudo over… A igreja é magnífica, com seus pilares de pedra lembrando um pouco os de Alcobaça, mas diferenciando-se de lá pelos adereços barrocos. Os vitrais são de arrepiar, projetando no chão as cores de seus vidros, nos quais os verdes, azuis e vermelhos são especialmente fúlgidos. A maior atração é a “capela imperfeita”, na verdade inacabada, em círculo, com recessos para altares em diferentes estilos de verdadeiros bordados em pedra ou estuque.

Valeu a pena ter passado por aqui, mas Tomar nos espera.

Tomar é mais uma cidade agradável, limpa, rodeada por uma periferia dignamente moderna. A cidade é dominada por um morro e, no alto dele, o impressionante Mosteiro de Cristo. Ao pé dele, o centro histórico, com ruas estreitas e muito bem cuidadas. Tivemos a sorte de nos hospedar em um dos casarões do centro, o Residencial União, em quarto com varanda, da qual pudemos contemplar a rua tranqüila e silenciosa durante a noite, embora de dia fosse repleta de lojas e estabelecimentos diversos.

O Mosteiro merece boas horas de visita. Ele remonta ao século XII erguido pela Ordem dos Cavaleiros Templários, ou Ordem de Cristo, com modificações realizadas ao longo dos séculos que se sucederam. O poder da tal Ordem é mostrado não só na igreja como também nos numerosos claustros, com os ricos floreados manuelinos, cujo maior destaque para uma janela na fachada traseira. Mas tal janela, dita “Manuelina”, o que menos faz é ser janela, pois nela os adereços praticamente vedam a função para a qual teria sido projetada, ou seja, deixar passar luz e ventilação. Mas confesso que o que mais me impressionou em tal construção foi o forno de pão, no andar térreo, uma verdadeira caverna de pedra e tijolos de barro, onde quantidades pantagruélicas de pães e broas devem ter sido preparadas, para o ilustre e sagrado apetite dos cavaleiros templários. Como podem ver, meu interesse por cozinhas e anexos é bem marcante, talvez mais do que por igrejas e janelas…

Vejo nas enciclopédias que o Mosteiro de Cristo representa uma arquitetura que partilha traços românicos, góticos, manuelinos, renascentistas, maneiristas e barrocos. Que exagero, hein?

Antes que me esqueça: para visitar o grande Mosteiro de Tomar, o melhor caminho é a graciosa estradinha, usada só por pedestres, que nos conduz do vale, onde está a cidade, até o alto do morro. Imperdível.

Antes de tomar o rumo para outras paragens, deixando a gentil cidade de Tomar para trás, algumas considerações sobre esta etapa a que chamo de “Roteiro de Cruz e Espada”, por razões relativamente óbvias.

A primeira impressão, que vai se confirmar ao longo de toda a viagem, é a confirmação da injustiça que se comete historicamente no Brasil, de se considerar Portugal um país pobre e atrasado – e o que pior, habitado por gente pouco inteligente. Temos que pensar duas vezes antes de falar mal de Portugal – e guardar silêncio! Este aqui, acima de tudo, é um país simpático e acolhedor, com a história e a tradição nos espreitando em cada esquina e de cada gelosia. Andar por essas freguesias é receber uma aula permanente sobre a civilização do Ocidente, com muitos de seus percalços, mas com todos os seus acertos. Nunca se deve esquecer que este país gerou um Camões, um Saramago, um Fernando Pessoa, um Eça de Queiroz, um Antonio Vieira (nisso, pelo menos o Brasil é sócio).

Deriva daí um impraticável lugar comum, mas que vale pelo apelo simbólico: todo brasileiro, pelo menos uma vez na vida, deveria vir aqui…

Outro lugar comum seria dizer que em Portugal o turismo é levado a sério. Certamente o é, mas este país tem muito mais a oferecer do que excursões em sightseing. Os muitos compridões louros e ruivos bem o sabem. E tenho certeza que não vêm aqui apenas porque os custos são menores do que no resto da Europa. Também no turismo as lições que Portugal pode oferecer ao Brasil são inumeráveis. Um dia, quem sabe, nosso país não faltará “cumprir-se” em tal quesito.

Mesmo na era salazarista e antes dela, Portugal já possuía uma tradição de arquitetura e urbanismo. Lisboa é cheia de construções impressionantes, que se afastam totalmente do padrão “espelhado” de arranhas céus made in USA e reproduzido aleatoriamente all around. Nessa primeira parte da jornada a manumentalidade moderna não se mostra – e talvez nem esteja presente de fato. Mas em compensação, algumas finesses de gestão urbana impressionam muito. Por exemplo, o capricho na revitalização de vias e calçadas nos centros históricos. Aqui se faz tudo com pedras: desenhos diversos e mandalas, com alternância de cores, texturas, formatos etc. Curioso perceber que entre rua e calçada não há mais o popular “meio fio”; elas aqui perfazem praticamente um mesmo plano, sem desnível. Sinal que os motoristas são respeitosos e os mais velhos, com dificuldades de escalar degraus, são respeitados. E as águas de chuva correm sempre para um discreto sulco central, qua não interfere com o trânsito nem de pedestres, nem de veículos.

Falta cumprir-se Portugal… Por quê? A tarefa é para historiadores, mas não custa nada arriscar um palpite. Visitar Tomar, Alcobaça e Batalha talvez nos ofereça uma explicação, que pode ser resumida como: o que faziam os povos do Norte da Europa enquanto ibéricos torravam fortunas na construção de mosteiros e igrejas? Weber trouxe a explicação, pelo menos a partir do século XVI, com os protestantes liderando o advento do capitalismo mercantil, enquanto portugueses e espanhóis se empenhavam na Santa Inquisição e na velha promiscuidade entre Igreja e Estado. E deu no que deu…

Dilema para o qual não me arrisco a qualquer explicação é a atual tendência a refugar o espírito unionista europeu vigente em Portugal e Espanha, com a denúncia veemente da “austeridade”, que ali e agora tem outra conotação. Seria possível um bom caminho do meio, entre o Portugal de Salazar e do Império e a modernidade econômica e de proteção social que a União Europeia um dia prometeu às nações que a ela aderiram? Nesta era de xenofobia e brexit fica difícil fazer grandes prognósticos. Fica o sonho…

E vamos em frente, rumo ao Norte…

(E vejam as fotos de Óbidos, Alcobaça, Batalha e Tomar, cuja autoria divido com minha companheira de viagem e de vida, Carmen Azevedo)

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