#Nestes tipos, não!

O GRITO MUNCHAmanhã, dia sete de outubro de 2018 vai ser um grande dia… Poderia ser para o bem, mas parece, infelizmente, não ser o caso. Estamos vivendo uma incrível luta do mal contra o apenas mais ou menos. Se a melhor das hipóteses prevalecer, mesmo assim as dificuldades serão imensas, para nós todos que um dia acreditamos na política e nos politicos. Se for o caso da pior – e é o que está prevalecendo, aparentemente – acho que as portas do inferno se abrirão para o país. Nós brasileiros não merecíamos… Depois de ver a Nova República, o momento otimista e inédito do Plano Real e o projeto do PT se derreterem, nós que achávamos que o pior já tinha ficado para trás, que sentimentos e esperanças podemos ter agora? Acho que usamos todos (menos alguns) aquela máscara de dor e espanto que Munch colocou em seu personagem de O Grito.

Vou para a urna amanhã, pela primeira vez na vida, sem ter conseguido montar uma chapa à qual daria apoio resoluto. Mas pelo menos consigo saber muito bem do que não quero, o que deixa aqui como registro dos dilemas pelos quais passo eu e passamos muito brasileiros neste final de semana.

Vamos lá. Em quem eu jamais daria meu voto…

1.       Nas pessoas com ideias e práticas truculentas, mesmo que se justifiquem como apenas “brincadeiras”.

2.       Qualquer um que tenha apoiado no passado ou apoie no presente gente com o perfil acima, em nome da necessidade de se “salvar a pátria”.

3.       Nos que já passaram por mais de três partidos, de qualquer natureza ideológica.

4.       Nos que estão na política como profissionais, há mais de três mandatos consecutivos.

5.       Nos pastores e nos que se anunciam como representantes de religiões, principalmente evangélicos pentecostais, ou que invocam o nome de Deus e seu filho como seus aliados.

6.       Quem faz parte de grupos ou partidos  corruptos, dos quais ninguém é expulso ou denunciado internamente.

7.       Nos que são a favor da pena de morte e da liberação do  porte de armas – maioridade penal até podemos discutir.

8.       Nos que, apesar de terem cumprido mais de um mandato, nunca apresentaram projetos importantes ou, pelo menos, consequentes (cidadania honorária, nome de rua ou dia disso ou daquilo não vale).

9.       Nos fichas sujas de qualquer espécie, a partir da segunda instância (mas se ainda estiverem na primeira, melhor deixar as coisas se esclarecerem antes desse  votar neles).

10.   Nos que são filiados a notórias siglas partidárias de aluguel ou sem ideologia.

 Quem sabe, sendo otimista, uma passagem pelo inferno é a pena e o preço necessários para que, um dia, se possa ver a esperança voltar a este desgraçado país?

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