SUS, o santo de casa que não faz milagre

Criança, em BH, me lembro da história de um vizinho de bairro, o qual, gerente da Cia. Antarctica, mas apreciador da cerveja Brahma, passava por apuros sérios quando queria saborear sua favorita, pois não poderia ser visto, em hipótese alguma, cometendo tal tipo de infidelidade, ao mesmo tempo profissional e etílica. Lembrei-me da história ao ler na mídia que o servidor da saúde do DF, como, aliás, já acontece em outras paragens do Brasil, não precisará mais usar o SUS. Em outras palavras, SUS apenas para “os outros”, o povo, os comuns, os não-ungidos… Eis que agora, por obra do Governador que se despede, a turma do GDF terá seu próprio plano de saúde. Deduzo, então, que aquele lugar onde se trabalha, assim como no caso da cervejaria rival, não dispõe da confiança de quem ali presta serviços. “O que eu faço para os outros não é o bastante para mim” – para mim é clara a mensagem.

Eis o que li no Jornal Metrópoles:

<<Nos últimos dias de uma gestão marcada pelo embate com os sindicatos, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) publicou edital para a contratação de plano de saúde e odontológico para os servidores públicos. Segundo o Governo do Distrito Federal (GDF), o orçamento de 2019 prevê cerca de R$ 40 milhões para cobrir a concessão do benefício.

Pelas regras, integrantes da carreira do funcionalismo local poderão contratar o plano por meio de consignação. A adesão será facultativa e o GDF subsidiará parte do valor. De acordo com a Secretaria de Planejamento (Seplag), a previsão é de que a medida seja implementada no primeiro semestre de 2019, já na gestão de Ibaneis Rocha (MDB).

A abertura do credenciamento de empresas interessadas em prestar o serviço foi publicada no último dia 9, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Segundo o texto, as empresas que prestam assistência médica interessadas na parceria devem oferecer atendimento ambulatorial dentro do DF e serviços de urgência e emergência em todo o país.>>

Teoricamente, pelo menos, tal medida não deve ter agradado o novo governador, que terá mais esta despesa para fazer caber em um orçamento que está cada dia mais restrito. Mas considerando que Ibaneis tem sido, ao longo de sua carreira jurídica (e com isso auferindo bons lucros), um notório “minerador do Estado”, é possível que ele acabe dando um jeitinho. Nem que seja às custas da precarização ainda maior da assistência à saúde e de outras políticas públicas de interesse social…

Leia a matéria completa aqui: https://www.metropoles.com/distrito-federal/no-fim-do-mandato-rollemberg-cria-plano-de-saude-para-servidores

 

           

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