Que justissa é eça?

Leio nos jornais que  GOL, forçada naturalmente pela Justiça, vai indenizar, por “danos espirituais”, no valor de quatro milhões de reais, os indígenas Kaiapós, supostamente prejudicados pela queda do avião da empresa, em Peixoto de Azevedo-MT, em 2006. Os indios se sentiram prejudicados porque naquelas terras onde morreram tantas pessoas ficaram impedidos “espiritualmente” de caçar, pescar e plantar. Ótimo! A digna senhora tardou (como sempre) … Continuar lendo Que justissa é eça?

Carta a um amigo que (ainda) acredita no SUS

Para início de conversa: o amigo em foco é Nelson Rodrigues dos Santos, o Nelsão, eminente sanitarista, herói das lutas democráticas e sanitárias no Brasil. “Ainda” não é usado aqui com alguma carga pejorativa, mas apenas para falar de um SUS que não é este que está aí, com se verá adiante. Amigo Nelsão, agradeço muito o envio de seus textos. Ainda não os li … Continuar lendo Carta a um amigo que (ainda) acredita no SUS

Carne fraca & política podre

Águas de Março, 2017. É pau, é pedra, é carne, é podre, é papelão, é laudo falso – é o fim da picada… É a moralidade que finalmente se incorpora aos costumes brasileiros? É uma briga de facções de delegados da Polícia Federal? Ou quem sabe uma disputa entre gangs do SIF – Serviço de Inspeção Federal? É Ministro defendendo gentilmente amigos pelo telefone? É … Continuar lendo Carne fraca & política podre

Não são só as mulheres que sofrem violência…

Como sabem as pessoas que me são próximas (e outras não tão chegadas, mas que foram envolvidas na história de forma perversa e irresponsável) enfrentei, nos últimos dois anos e meio, dois processos judiciais movidos contra mim por uma pessoa que habitou sob o meu teto, trouxe seus filhos para morar em minha casa, usufruiu de benesses materiais de outra forma não teria acesso etc. … Continuar lendo Não são só as mulheres que sofrem violência…

Fazer um traçado…

Eu já conhecia o casal das ruas da vila; da porta de minha casa, inclusive. Via-os sempre com a carroça puxada por um burro magérrimo, mas valente. Traziam de alguma rocinha por perto, onde provavelmente também moravam, alguns poucos produtos para vender na rua: mandioca, bananas de vez, taiobas, batata doce e o mais disputado: o requeijão moreno. Apreciado especialmente por nós, que vínhamos de … Continuar lendo Fazer um traçado…

De Brasília ao Rio São Francisco e mais além: um roteiro não convencional

O rio São Francisco não banha Brasília. Nem passa perto. Mas nem por isso podemos considerá-lo como um estranho em nossa cidade. Primeiro, porque se nos movermos umas poucas dezenas de quilômetros para o Leste, já estaremos em sua bacia. O Rio Preto, que nasce no DF corre para o São Francisco. O município de Formosa já é totalmente são – franciscano e, aliás, algumas … Continuar lendo De Brasília ao Rio São Francisco e mais além: um roteiro não convencional

Lavoura Arcaica e ideologia prosaica…

Raduan, Raduan Você lembrado pra sempre E ele, só até amanhã.   Lavoura Arcaica: obra prima Para quem vira a casaca Não há perdão, só rima.   Um Copo de Cólera, pura arte Um tonel de rancor Faz parte.   Um como Raduar escreve para durar Outros, como o tal Freire São pó, sujeira no ar.   É muita cera, Nassar Pra tão escasso defunto … Continuar lendo Lavoura Arcaica e ideologia prosaica…

De bullying e bola

Na minha geração, esta patologia atual a que chamam bullying já existia, embora com outros nomes, mas certamente acontecia bem menos do que agora. Aliás, esta nem era uma palavra conhecida. Para as crianças do Rio de Janeiro, talvez parecesse designar o jogo que chamávamos, em Minas, de bola de gude, que os cariocas chamavam de búlica. Não sei se alguém ainda se lembra deste … Continuar lendo De bullying e bola

Viagem a Portugal (VI): do Minho ao Alentejo

O plano, no princípio, era seguir rumo ao Norte, à Galícia e Santiago de Compostela. Mas Ponte de Lima foi mais sedutora, e por ali ficamos. Até porque aquelas montanhas a nordeste nos atraiam. E por elas fomos. Caminhos tranqüilos, que acompanham o curso-acima do rio Lima. Natureza exuberante, às vezes até com um toque tropical. Cidades grandes não há, mas é raro andar mais … Continuar lendo Viagem a Portugal (VI): do Minho ao Alentejo