Na Bodoquena, no Pantanal

Pela terceira vez fui ao Pantanal. Acho que todo brasileiro deveria ir também, embora isso implique em duas questões difíceis de resolver, a do custo e a da superlotação… Dizem que há muitas diferenças entre o norte e o sul deste presente que a natureza nos deu. Não sei dizer; isso é coisa para biólogos e ambientalistas ou, pelo menos, para gente que ali vai … Continuar lendo Na Bodoquena, no Pantanal

Pelo Sertão, com Rosa

No remoto mês de maio de 1952, época de floradas e esplendor de vida no sertão, Guimarães Rosa, com 44 anos, então diplomata no exterior, mas já famoso como escritor pelo seu livro Sagarana, inicia uma viagem a cavalo, acompanhando uma boiada desde a região onde hoje se situa a represa de Três Marias, até Araçaí, nas proximidades de Cordisburgo, sua terra natal. Fazem companhia … Continuar lendo Pelo Sertão, com Rosa

Pelo Sertão

Você gosta de sertão, de boiada, de vereda de buritis, de velhas cidades à beira rio? Calma, não vou recomendar  leituras em Guimarães Rosa, se bem que se você quiser levá-las  na bagagem, será de bom proveito. Pegue seu carro (qualquer modelo, desde que esteja com boa mecânica, pneus novos, etc.) e siga comigo. Vamos pegar a saída norte. Passando Formosa, você logo estará em … Continuar lendo Pelo Sertão

O dia em que conheci Brasília

Entoando nosso hino, o rataplã do arrebol, de cujas palavras ignorávamos o exato significado, nos arrancamos de BH em uma manhãzinha de abril de 1960. O caminhão Chevrolet tinia de novo (uma gíria da época) e levava nossa tropa, o Grupo Escoteiro do Colégio Estadual, para participar da inauguração de Brasília. Dentre nós, os mais viajados mal haviam passado de Lagoa Santa, ou adjacências, sempre … Continuar lendo O dia em que conheci Brasília

O verdadeiro Manuelzão

O cidadão Manuel Nardi Filho foi, por assim dizer, descoberto por docentes e pesquisadores  da UFMG nos anos 90. Ele foi objeto até de uma tese acadêmica e se tornou patrono de um amplo projeto de preservação ambiental focado na bacia do Rio das Velhas – o Projeto Manuelzão. Sua notoriedade derivou basicamente do fato de ele ter conhecido pessoalmente o escritor Guimarães Rosa e ter … Continuar lendo O verdadeiro Manuelzão

Calendário florístico de Brasília: Ipê Roxo

Ipê roxo, que beleza, não? Para dizer alguma coisa sobre ele, é preciso muita pesquisa – além de paciência – pois as fontes habituais são bastante prolixas e mesmo confusas. Vamos a Harri Lorenzi, que é reputado como muito confiável, quando o assunto são as árvores brasileiras. Do ponto de vista botânico ele pode ter o gênero Tecoma, ou Tabebuia, ou ainda Handroantus, pertencendo ao … Continuar lendo Calendário florístico de Brasília: Ipê Roxo

Meu “espaço militante”

Em 2015 fui entrevistado por um aluno de mestrado do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA chamado André Jacobina. O título de sua dissertação era ESPAÇO SOCIAL DE REFORMA SANITÁRIA BRASILEIRA/ RELAÇÕES ENTRE O CAMPO POLÍTICO E O SUBESPAÇO MILITANTE. Achei muito interessante o tipo de questões que me foram feitas, principalmente sobre a formação do tal “espaço militante”. Reproduzo a mesma aqui, para a minha … Continuar lendo Meu “espaço militante”

Questões de Gênero

Questões ligadas a gênero e sexualidade parecem ter entrada na pauta da imprensa, da política, das conversas banais apenas em anos recentes. Mas na verdade elas são antigas, no mínimo reveladas na obra de Freud e até, quem sabe antes, através dos gregos antigos. Sobre isso não poderia dizer quase nada, pois careço de maior conhecimento. Dois dos maiores escritores brasileiros se ocuparam de tais … Continuar lendo Questões de Gênero

Uma entrevista explosiva

BOMBA HEm 2006 dei uma entrevista para a Revista do CONASEMS, órgão que eu havia ajudado a fundar em 1988. O jornalista que me entrevistou considerou as minha declarações “explosivas”. Eu defendi, então, que os grandes inimigos do SUS estavam , na verdade, dentro do SUS. E acrescentei: “para os planos de saúde o SUS é ótimo. O SUS não é concorrente para eles, até pelo contrário, ele resolve o problema deles com as vacinas, o combate aos mosquitos, os transplantes, a UTI neonatal. Dentro do governo eu não acho que as várias equipes econômicas que se revezaram na Esplanada nos anos FHC e Lula, com práticas muito semelhantes, também não foram os verdadeiros inimigos do SUS. Para mim, os grandes inimigos do SUS sempre estiveram dentro dele, citando o corporativismo como tal. Acho que foi por isso que nunca mais me entrevistaram e nem me chamaram para eventos ou esporádicas consultorias dentro da entidade. Paciência.;; Continuar lendo “Uma entrevista explosiva”