Faltou Neymar? Sobrou Weimar…

CÃOSim, sou daqueles que realmente não entendem de futebol. Pra falar a verdade, não consigo nem perceber se houve ou não impedimento. Quando a bola atravessa aquela linha branca, sei que é gol. E isso me basta. Mas aprecio o espetáculo do futebol, isso sim. Passes bens colocados, dribles dignos de um salão de dança, cabeceadas feitas em estado de levitação, correrias que culminam em bolas sempre perigosas na área dos adversários. Sei apreciar isso tudo e assim me habilito a fazer os comentários presentes. Este sete a um está atravessado na garganta da nação, ora pois… Na minha, não. O que sei é simples e cristalino, como a água das fontes de Baden-Baden: apenas ganhou o melhor. Não o melhor “mais ou menos” mas o melhor mesmo! Não dá para colocar a culpa no juiz (nem em sua mãe), nem fulanizar, por exemplo, com a ausência de Neymar, o cartão amarelo de Tiago, os frangos de J. César, a imobilidade de Fred (e dos demais), a pressão da torcida ou algo assim. O Brasil perdeu o jogo porque jogou de forma medíocre e bisonha. Eis tudo. Procurar algum culpado é fácil e o Sr. Scolari já se ofereceu ao cadafalso… O que sobrou para nós não seria apenas mais uma vez nos transformarmos em vira-latas irremediáveis, à espera da carrocinha? Ou, quem sabe, poderíamos descer deste salto “7” e sorver algumas lições? Primeiro, a de que futebol é como a vida: se você faz por onde e cumpre a sua parte no trato do negócio, suas chances de sucesso aumentam. Segundo, que trabalhar em equipe – palavra tão cara ao mundo do futebol – não é apenas estar juntos aqui e ali, sob as ordens de um venerável sinhozinho. É mais do que isso, conforme aqueles germânicos demonstraram muito bem. É também uma questão de planejamento e de cumprimento de metas – e isso nos remete à blitzkrieg ariana, de novo. Perseverança e maturidade também fazem bem e isso não tem nada a ver com o chororó e o estrelismo individualista que marcaram a passagem desse time, que a história sepultaria se não fosse o inesquecível vexamaço do dia oito de julho de 2014. Fico com a sensação de que talvez fosse melhor escalarmos algum Goethe, no lugar de Dante, que nos acompanhou ao Inferno…

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