O SUS e o bode na sala

BODE ORELLANADeu na mídia (ver link ao final deste texto) que uma pesquisa do Datafolha encomendada por entidades médicas revela que quase dois terços dos brasileiros dão nota menor que cinco à saúde no Brasil, seja ela pública ou privada. É duro, não é? Mas tem mais…

A pesquisa é nacional e reflete quase 2,5 mil entrevistas realizadas em junho último. Para cerca de 20% dos entrevistados, o atendimento no SUS merece nota zero; outros 18% deram nota cinco. Juntando os serviços de saúde públicos e particulares, os que deram nota zero chegam à quarta parte do total. Continuar lendo “O SUS e o bode na sala”

A morte de Eduardo

Morrer é sempre triste… Ainda mais aos quarenta anos, ou pouco mais. Pior ainda se a pessoa alcançada pela “Indesejada das Gentes”, como disse Manoel Bandeira, está repleta de planos, vivendo o auge de sua vida e de sua carreira, seja ela qual for… Assim se foi Eduardo Campos, cuja missa de sétimo dia foi celebrada ontem. Suas qualidades, certamente inumeráveis, estão sendo exaustivamente celebras … Continuar lendo A morte de Eduardo

“Mais Médicos”: áreas de sombra

ChiaroscuroO Programa Mais Médicos atende, é claro, a uma demanda da sociedade brasileira. Com efeito, se os médicos no Brasil têm sua proporção face à população não totalmente distante daquela de muitos países desenvolvidos, mesmo os detratores da iniciativa admitem que a questão da distribuição destes profissionais (bem como de outros da área da saúde) é extremamente desigual no país, com coberturas muito menores nas regiões e cidades mais pobres ou remotas. Deve se lembrado, também, que o programa, embora receba críticas pela sua atuação restrita em uma abordagem fortemente quantitativa, Continuar lendo ““Mais Médicos”: áreas de sombra”

De ornamentos, belezas e um pai orgulhoso…

NANDANanda, minha filha acaba de lançar o livro derivado de sua tese sobre “Urbano ornamento”, com foco nas grades metálicas que povoam as velhas casas de sua (e também minha) cidade, Belo Horizonte. Mas ela não fala só de estruturas metálicas, fala das pessoas que moram ao lado e dentro delas e também dos que as fabricam, com um recorte intimo e humano de tais objetos. É orgulho mesmo o que sinto. Ver minha filha quase sufocada num mar de gente buscando autógrafos (e eu nem pude falar com ela no momento, só depois…). Continuar lendo “De ornamentos, belezas e um pai orgulhoso…”

Infeliz do povo que precisa de (tais) heróis…

Confesso que meu interesse pelo futebol é puramente estético (ou, talvez, sociológico, à falta de outra palavra). Mas esta copa anda me ensejando algumas reflexões, que compartilho com os também interessados no ludopédio, que poderia ser rebatizado como “lucrobol”, depois da última temporada… Começo (e já termino) com Brecht. Infeliz do povo que precisa de heróis – e completo: infeliz do povo que precisa de … Continuar lendo Infeliz do povo que precisa de (tais) heróis…

Faltou Neymar? Sobrou Weimar…

Sim, sou daqueles que realmente não entendem de futebol. Pra falar a verdade, não consigo nem perceber se houve ou não impedimento. Quando a bola atravessa aquela linha branca, sei que é gol. E isso me basta. Mas aprecio o espetáculo do futebol, isso sim. Passes bens colocados, dribles dignos de um salão de dança, cabeceadas feitas em estado de levitação, correrias que culminam em … Continuar lendo Faltou Neymar? Sobrou Weimar…

O Brasil é mais complicado do que alguns imaginam…

Seu Zé é analfabeto e mora longe da cidade, no fundão de Goiás. Para conseguir atendimento médico na sede do município, tem que pegar carona, viajar uma hora inteira e esperar às vezes mais de um dia inteiro fora de casa, alimentado a biscoitos de polvilho. Mas tem outro lado nessa história: seu Zé é aposentado pelo INSS, percebendo um dos tais “benefícios de prestação … Continuar lendo O Brasil é mais complicado do que alguns imaginam…