Dodora

Em 1995 escrevi um texto poético sobre os 100 anos que teria completado meu avô Altivo Drummond de Andrade, falecido em 1961. Tal poema está publicado aqui no meu blog com o nome “Mesa dos cem anos”. Hoje, 25 de outubro é o aniversário de sua companheira de toda a vida, minha avó Maria Auxiliadora, Dodora, para…

Horas Seraphicas

É um velho livro, este Horas Seraphicas do Officio de N. Senhora Rainha dos Anjos Maria Santíssima, encapado em couro e com as páginas amareladas pela ação do tempo. Por si só, é uma curiosidade rara, tirado que foi em uma quarta impressão mais acrescentada, em Lisboa, na Oficina de um certo Miguel Manescal da…

Dez anos sem Roberto Andrade

Anos 50. O homem louro e alto, para nós crianças mais alto ainda, grande como uma torre, nos trazia o cheiro de currais e as histórias de lugares de nomes sugestivos: Uberaba, Barretos, Areias. A cada ano éramos apresentados a um novo primo, quatro evangelistas, meninas com os nomes começados por “B” e mais. Anos…

Meu Tio, o Heraldo-etê

Todos têm tios. Jacques Tati tinha o dele, Tchekov curtia seu Tio Vanya; Guimarães Rosa imortalizou certo Tio Iauaretê. Mas o meu – ou melhor, o nosso (divido a honra com vocês) – modéstia a parte, é melhor e diferente desses todos. Um tio como poucos… Meu Tio, o Heraldo, o único – o dos…