Muita Saúva, pouca Saúde…

  Já dizia Macunaíma: “muita saúva e pouca saúde, os males do Brasil são”. Para as formigas já se inventou uma série de armas devastadoras, frente às quais essas teimosas acabam dando um jeito de resistir e escapar. Mas sem dúvida a vida delas tem ficado mais difícil com os progressos da tecnologia agrícola, embora a gente dizer “progressos”, neste caso, não seja exatamente ponto … Continuar lendo Muita Saúva, pouca Saúde…

A internet foi “antecipada” por um brasileiro, nos anos 20…

PROFECIA OU ANTECIPAÇÃO? Os Estados Unidos têm, pela primeira vez em sua história, um presidente negro, já em segundo mandato. Apesar de já decorridos cinco ou seis anos, isso ainda tem sabor de grande novidade. Curiosamente, entretanto, um escritor brasileiro fez tal previsão, há mais de 80 anos. Em 1926, precisamente. Naquele ano Monteiro Lobato lançou um romance – o único de sua carreira de … Continuar lendo A internet foi “antecipada” por um brasileiro, nos anos 20…

Quando eu crescer, quero ser Fernando Sabino…

Dizia ele: “no final tudo vai dar certo; se não der, é porque não chegou o final”. A vida deu certo para Fernando Sabino, que nos deixou há quase nove anos. Como romancista, cronista, cineasta, amante da vida e das mulheres e, principalmente, amigo de verdade de muita gente boa, ele foi inigualável. E o final parece que não vai chegar nunca para este mineiro … Continuar lendo Quando eu crescer, quero ser Fernando Sabino…

Phantasilia e Belgladesh

(Nova fábula, com sabor antigo) Fui professor de Medicina por três décadas… Neste texto, escrito ainda na época de docente (da Universidade de Brasília), revelo alguns fantasmas que me assombravam… A aposentadoria também os aposentou de meus pesadelos. Mas certamente continuam presentes na vida de muitos professores e outras pessoas envolvidas com o ensino médico no país.   Era uma vez um Reino, muito distante … Continuar lendo Phantasilia e Belgladesh

De papos e papudos

João Guimarães Rosa é autor que oferece inúmeras possibilidades de leitura. Até em matéria de doenças, médico que era. Em Grande Sertão: Veredas, por exemplo, existe todo um cortejo de entisicados, mofinos, leprosos, cegos e raquíticos, além de lunáticos. Um conto de Sagarana, que apresento aos leitores, traz uma interessante saga sertaneja, na qual a doença e a vingança da honra se misturam. O personagem central … Continuar lendo De papos e papudos

Mesa dos cem anos

Mesa dos Cem Anos (Em memória de meu avô, Altivo Drummond de Andrade)  Em torno daquela mesa ou então em uma outra, de tênue matéria feita, na etérea carpintaria onde cola, pregos, táboas, não são coisas de pegar, ali te festejaríamos e festa grande seria, até maior que a outra que todo o mundo conhece pela voz de teu irmão. Vê-nos todos? Somos tantos, bem … Continuar lendo Mesa dos cem anos

E a Medicina, a que será que se destina?

Quando vejo esses garotos nos semáforos, pintados de todas as cores, em trajes esmulambados, pedindo uma contribuição para o chope grupal, pelo momentoso fato de terem passado no vestibular de medicina, sinto um arrepio por dentro. Não tanto por razões moralistas, do tipo “afinal de contas não ficam bem tais atitudes em futuros médicos”. A minha questão é outra: as ilusões de que aqueles jovens … Continuar lendo E a Medicina, a que será que se destina?

Oferenda

Alguns fariam poemas amorosos, e eu próprio não me furto a tal ofício. Outros mostrariam feitos corajosos, ou quebrariam as barreiras do possível. Há quem preferisse um duelo nas esquinas e qual um bicho marcaria bem visível seu lugar, seu território, seu pedaço. Mas faço diferente em minhas oficinas e não me pejo em trazer a teu deleite, o produto original de meu mister. Da … Continuar lendo Oferenda