Continuação…
(Fantasia sobre o conto “João Porém, o criador de perus”, de João Guimarães Rosa (in Tutaméia) Continuar lendo “Continuação…”
(Fantasia sobre o conto “João Porém, o criador de perus”, de João Guimarães Rosa (in Tutaméia) Continuar lendo “Continuação…”
Com todo respeito, vai aí meu poeminha triste para quem anda sofrendo em Paris e em Mariana… Em Paris, ataque islâmico Em Mariana, ataque “lâmico” Em Paris se repete Bali Em Mariana se repete a Vale Em Paris o Triunfo da Dor faz seu Arco Em Mariana impera a Samarco Em Paris a Dor vem antes da Fama Em Mariana, … Continuar lendo Enlutados e enlameados
(Dedicado à memória de José Garcia Brandão)
Do portãozinho do jardim, ainda o ouvi repetir: – que você seja feliz, que Deus lhe abençoe…
Entrei no carro depressa, com um certo pudor de que ele me visse os olhos molhados. E vim pela estradinha de terra, depois pela rodovia, gozando o privilégio de ter encontrado, em plena madureza, aquela especial figura de pai e amigo. Continuar lendo “Um Pai por escolha”
Quando visito a casa de João Maurício, cumpro um ritual que sempre me dá grande prazer: enfiar a cabeça na caixa aberta daquele piano Pleyel que nós todos conhecemos e aspirar com sofreguidão o cheiro de madeira velha, tão peculiar, que entra ano, sai ano, continua ali guardado. Então me penetram os sentidos um sem número de aromas e sabores que marcaram minha infância, na rua do Ouro, na casa ancestral de Vovó Dodora e Vovô Altivo, além de outras casas da família. Recordo-me disso, ao iniciar estas linhas, para deixar claro que tenho uma tremenda memória para essas coisas. Dizem que eu tenho uma memória enorme para fatos, não sei bem se é assim, mas das comidas e dos perfumes de minha infância, realmente não me esqueço. Continuar lendo “«Amarcord» de sabores”
“Seus seis e mais seis … É truco, safado!”
A última partida da noite terminara. Estavam alí desde a seis da tarde e já era quase madrugada. Hora de ir embora, uns trabalhavam no dia seguinte e outros tinham mulher brava a esperar em casa. Porém, faltava algo para completar a noitada. Continuar lendo “Causo”
que se mostra tão altivo,
mas de maneiras gentis,
parece mesmo um menino,
anda sempre ao Deus dará
ninguém sabe seu destino. Continuar lendo “Um moço muito branco (tema rosiano)”
Tem lembranças que a gente traz da infância e carrega consigo pela vida a fora. Amigos, moradas, brinquedos, comidas, quintais. Comigo não é diferente, mas de uma dessas tantas coisas tenho especial lembrança – e acho mesmo que ao longo de
minha vida adulta não fiz mais do que tentar resgatá-la e reconstruí-la…
Falo dos quintais, ou melhor, dos pomares da meninice.
Em primeiro lugar, eles se faziam presentes por todo lado. Em um tempo em que os prédios de apartamentos não eram tão predominantes na paisagem, não era difícil dar de cara com um bom quintal, fosse no próprio fundo da casa da gente, na de parentes ou mesmo ali, do lado, na esquina, em toda parte, enfim.
Minha vida nos anos 50 foi contada no cinema. Acreditam? Podem duvidar, mas é como se fosse. Quem viu o filme sueco “Minha vida de cachorro” teve acesso a cenas completas de minha infância . O menino curioso, meio trapalhão, a mãe doente, a família separada por conta de sua hospitalização, as primeiras descobertas sexuais, o tio barra limpa, o mundo chato dos adultos e … Continuar lendo Minha vida de cachorro