Categoria: Confesso que escrevi
Hospital da Criança de Brasília: uma instituição em três dimensões
Vamos combinar de início: aqui fala um fã, um apaixonado pela iniciativa. Tanto que me transformei em voluntário, com muita honra! Mas é difícil não se apaixonar… Talvez alguns promotores xiitas não se sensibilizem, mas pessoas normais, com certeza. Aliás, qualquer pessoa que venha ao Hospital da Criança José de Alencar de Brasília (HCB) ao chegar percebe que está em um lugar “diferente”. Isso não acontece apenas com quem vem para trabalhar ou se tratar, mas afeta a todos que por algum motivo aqui fazem presença: visitantes, fornecedores, prestadores de serviços, curiosos. Todos! Continuar lendo “Hospital da Criança de Brasília: uma instituição em três dimensões”
Saúde e fake news
Em matéria recente (ver link ao final) a Folha de São Paulo resolveu levantar alguns dos mitos de saúde espalhados pelas redes sociais, checando e argumentando sobre sua veracidade. Por via das dúvidas faz o alerta logo ao início da matéria: “Não repasse esta mensagem a seus amigos e familiares” – sabe-se lá até onde chega a credulidade (em combinação com a irresponsabilidade…) humana. São … Continuar lendo Saúde e fake news
Oitenta dias em Portugal
Oitenta dias longe do Brasil. Mais do que isso, distante dos filhos, netos e
outras pessoas queridas; de minha casa, meus cachorros, minha cama e
meu banheiro. Oitenta dias, o mesmo tempo que Phileas Fogg, o personagem de Jules Verne, levou para dar a volta ao mundo. Eu estive num
mundo bem pequeno, mas mesmo assim muito rico e proveitoso. Mas terá
valido a pena? – é sempre caso de se perguntar. Creio que foi um saldo
positivo e me disponho aqui a demonstrar isso, tentando não deixar de lado
alguma coisa que tenha que ser debitada em tal conta. Continuar lendo “Oitenta dias em Portugal”
E agora, Jair?
E agora, Jair? / A eleição acabou, / A verdade surgiu, / Seu povo ficou, / Mas outros vieram, / Pra lhe atazanar. / Sua noite esfriou, / Sua cara caiu, / E agora Jair? / E agora, você? / Você que é o mito, / Que zomba dos outros, / Que não está nem aí, / Que mente e confirma; / E agora, Jair? (Leia mais…)
O Coiso e seu programa para a Saúde
Finalmente o candidato que é a cara do Brasil (ignorante, arrogante, autossuficiente, desinformado, mal educado, preconceituoso, violento etc), com seus quase 50% de votos, revela suas ideias para a nossa área. Em linhas gerais são as seguintes: Continuar lendo “O Coiso e seu programa para a Saúde”
Eu não estou feliz, quero morrer…
Esta declaração é do cientista inglês David Goodall de 104 anos, que optou por um suicídio assistido para ir embora dessa vida, há poucos dias atrás. Para mim, esta foi uma decisão não só muito corajosa como muito lúcida. Um dia a vida perde a graça mesmo, e as pessoas têm o direito de se indagar: o que ainda estou fazendo aqui, fraco, inútil, cheio de dores, dando trabalho para os outros, esgotando as reservas de paciência e de dinheiro de minha família? E aí vem a medicina, quando não o Estado e dizem: não pode! Tem que aguentar aqui, até o fim, sofra o que sofrer. Queira ou não queira.
De minha parte, tenho tentado me precaver quanto a algo assim. Continuar lendo “Eu não estou feliz, quero morrer…”
Jacobino, à la mode…
Continuo na esquerda, meu irmão. sem chavismo, sem Chauí, sem chororó. E sem chavão. Continuar lendo Jacobino, à la mode…
Sei que é pouco, mas é isso que os acontecimentos atuais me ensinaram…
1. Todos são iguais perante a lei, mas é impossível não pensar que alguns parecem ser mais iguais do que os outros, como já dizia George Orwell. 2. Ele, “o cara”, definitivamente não é um santo e o inferno deveria estar repleta de gente como ele, embora não seja esta a regra do momento – o inferno só vale para alguns escolhidos a dedo. 3. … Continuar lendo Sei que é pouco, mas é isso que os acontecimentos atuais me ensinaram…
Crepúsculo de deuses
Uma petição me chega pela internet, anunciando a demissão (março de 2018) de Sonia Fleury, na Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, após 35 anos de trabalhos na instituição. Deploram que era ela a “professora mais produtiva da Ebape” e que formou em seus anos de trabalho “incontáveis gestores, acadêmicos, militantes políticos, por meio de suas aulas e da orientação de monografias e teses”, tendo ainda “contribuição fundamental na construção da democracia brasileira, como formuladora do desenho do SUS”. A demissão de Sonia Fleury é então considerada “mais uma ação da FGV no sentido de destruir a Administração Pública e cercear o pluralismo e o debate de ideias na escola”. Pergunto: será isso mesmo? Continuar lendo “Crepúsculo de deuses”
