O desastre da Chape e o desempenho da Educação no Brasil

Leio nos jornais que, de acordo com os resultados da rodada de 2015 do inquérito denominado Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), que avalia conhecimentos de estudantes de 72 países em termos de leitura, ciências e matemática, o nosso pobre país é um dos que apresenta um dos piores desempenhos. Aqui, com efeito, a média dos estudantes brasileiros ficou abaixo da dos demais países. … Continuar lendo O desastre da Chape e o desempenho da Educação no Brasil

Pelas tabelas (será que eles achavam que era ela?)

Confesso que ainda não tenho opinião firmada sobre as manifestações de ontem, dia quatro de dezembro de 2016. Assim, no calor do lance, o que vejo é a avaliação de público variar de cinco mil, pela PM de São Paulo, até a mais de 50 mil, pelos organizadores. Já se vê que, pelo menos no lado quantitativo, é melhor não arriscar prognósticos de sucesso – … Continuar lendo Pelas tabelas (será que eles achavam que era ela?)

E o mundo vai ficando piorzinho…

Este vai fazer falta: Ferreira Gullar. Sempre gostei dele, mas quando decidiu romper com o dogmatismo esquerdista pra valer, passei a admira-lo mais ainda. Lembro-me, especialmente, de suas investidas contra a política de saúde mental antinosocomial implantada pelo Ministério da Saúde no país. Longe de qualquer unanimidade. Polêmico como sempre, ele apenas lembrou que bastaria ter um esquizofrênico em casa (ele tinha dois) para ver … Continuar lendo E o mundo vai ficando piorzinho…

O cadáver: presença ilustre, porém dispensável

Por esses dias, reli com a atenção e o sabor de sempre, o conto O Pirotécnico Zacarias, de Murilo Rubião. Para quem ainda não o conhece ofereço algumas informações: ele é um escritor mineiro pouco prolífico, mas considerado mestre e pioneiro no gênero literário conhecido como realismo fantástico, que teve como outros expoentes latino-americanos Júlio Cortazar e Gabriel Garcia Marquez. Produziu suas obras, principalmente contos, … Continuar lendo O cadáver: presença ilustre, porém dispensável

Cinquenta anos em cinco minutos

Um dia desses, por algum motivo (que não sei qual é, mas é algo que me vem à mente com muita frequência ultimamente), comecei a me lembrar de uma fase da minha vida em que as coisas aconteciam com velocidade e intensidade incríveis. Lembrei-me, por exemplo, daquela Copa do Mundo perdida na Inglaterra, coisa que no Brasil ninguém achava possível acontecer, pois afinal de contas … Continuar lendo Cinquenta anos em cinco minutos

Viagem a Portugal (IV): no Douro, em Amarante

O rio Douro não tem, possivelmente, nada a ver com ouro. Este, os portugueses vieram buscar no Brasil. Ele nasce na Espanha, com o nome de Duero, palavra que não tem outro significado em castelhano a não ser o de nomeá-lo. Dos altos picos da Serra de Urbión, a mais de dois mil metros de altitude, ele rola através do norte de Portugal para buscar … Continuar lendo Viagem a Portugal (IV): no Douro, em Amarante

Pequena história cubana

Era 1982 e um brasileiro ir a Cuba representava uma aventura arriscada. Mas mesmo assim fomos, eu e Eliane, minha companheira, numa viagem sinuosa, passando primeiro pelo México. O visto, então, era um procedimento totalmente clandestino para nós brasileiros. Nada de carimbos! As próprias marcas do grampeador usado para prender em nossos passaportes um papelucho eram vistas com suspeita pelos agentes da ditadura. Ouvi mesmo … Continuar lendo Pequena história cubana

Viagem a Portugal (III): Rumo ao Norte

Visitado o grande epicentro de História que tem como lugar simbólico Aljubarrota – lindo nome! – e  onde se situam Óbidos, Alcobaça, Batalha e Tomar, é hora de seguir adiante. Mas talvez seja mais adequado, enquanto é tempo, corrigir a frase acima, pois que todo este país, embora pequeno, é vasto palco de acontecimentos marcantes, não só de impacto local como, muitas vezes, universal. Melhor … Continuar lendo Viagem a Portugal (III): Rumo ao Norte

Polícia, pra que Polícia…

Tempos de intransigência e intolerância estes… Quando vemos a polícia atirar e bater, nossa ira cidadã se alevanta e bate na gente uma enorme desesperança, como só nos tempos da ditadura experimentamos. Ou melhor, aqueles que foram testemunhos diretos da mesma, porque muitos dos outros que estão aí a deplorar a violência policial, o arbítrio ou coisas assim, talvez não saibam de fato sobre o … Continuar lendo Polícia, pra que Polícia…