No Ministério da Saúde, o macaco toma conta de banana…
Militantes da reforma psiquiátrica invadem sala do Ministério da Saúde sala para protestar contra a nomeação de um dono de clínica psiquiátrica para um posto onde deveria imperar uma ótica e uma ética totalmente contrárias a isso. Coisa de doido? Não! Coisa de um governo que, em nome da tal “governabilidade” entrega, a cada dia, pencas e pencas de bananas para que alguns símios as vigiem e amarra cachorros com saborosas linguiças. Continuar lendo “No Ministério da Saúde, o macaco toma conta de banana…”

O escritor Vargas Llosa, prêmio Nobel de literatura, crítico ferrenho dos regimes populistas da América latina, disse certa vez que o Partido Revolucionário Institucional (PRI) mexicano havia inventado a “ditadura perfeita”, que tinha tudo de democracia, tal como eleições, parlamento, mudanças de poder a cada período etc mas não passava de um totalitarismo imutável.
(D’Après um tema de Affonso Romano de Sant’Anna, década de 60 – meu professor de português no Colégio Estadual, em BH)
(Fantasia sobre o conto “João Porém, o criador de perus”, de João Guimarães Rosa (in Tutaméia)
Amigo, devo dizer que fico realmente preocupado quando vejo pessoas progressistas como você (para não dizer de esquerda, pois este termo está muito desgastado) tentarem justificar os atos de terror perpetrados por fiéis do islamismo em várias partes do mundo, como uma resposta compreensível, dadas as muitas maldades que as chamadas potências ocidentais fizeram contra eles ao longo dos séculos.
Em um poema de 1938 Carlos Drummond de Andrade levanta a possibilidade de que, para resolver os problemas de um “mundo caduco” talvez fosse o caso de “dinamitar a ilha de Manhattan”. Alguns veem nisso uma antecipação do 11 de setembro. Mas com “Os bens e o sangue”, de 1951, não seria bem o caso de uma antecipação profética do que ocorreu em Mariana? Espiem: “E virá a companhia inglesa e por sua vez comprará tudo / e por sua vez perderá tudo e tudo volverá a nada / e secado o ouro escorrerá ferro, e secos morros de ferro / taparão o vale sinistro onde não mais haverá privilégios…” /
A vida é essa: descer Bahia, subir Floresta... E já que subiu Floresta, aproveite e vá observar a cidade do alto do Colégio Batista. Velhas casas, velhas ruas, quintais pequenos mas de grande frondes. À frente, a Serra do Curral, emoldurando o cenário de um gigantesco paliteiro. Bonito? Tem sua graça, sempre, esta re-cem-tenária cidade.