Eles cobram escanteio e cabeceiam…

TEMERO escritor Vargas Llosa, prêmio Nobel de literatura, crítico ferrenho dos regimes populistas da América latina, disse certa vez que o Partido Revolucionário Institucional (PRI) mexicano havia inventado a “ditadura perfeita”, que tinha tudo de democracia, tal como eleições, parlamento, mudanças de poder a cada período etc mas não passava de um totalitarismo imutável.

Talvez ele não conhecesse na ocasião do PMDB brasileiro, onde pontificam figuras como Eduardo Cunha, Michel Temer e outros menos cotados.

Garanto que, se o grande escritor peruano conhecesse este grande partido brasileiro, concluiria que se os mexicanos inventaram algo perfeito, aqui ainda fomos ainda além, inventando algo para o que uma palavra nova se faz necessária: a metaperfeição!

Não é que esta turma ajudou a eleger Dilma, depois criou uma rede de intrigas e desavenças em torno dela, botou fermento no caldo e fósforo aceso na gasolina e agora andam pousando de salvadores da pátria?

Esta carta do Temer é uma obra prima de desfaçatez e caradurismo… Ou quem sabe seja realmente uma obra prima, nada mais?

Vocês não acham que este cara faria um papel perfeito na série Crepúsculo, como Vampiro Sênior? Mas ele não; ele tem certeza que o negócio dele é aqui mesmo.

O PMDB inventou, no Brasil, a fórmula perfeita de fazer política. Não precisa mais de oposição e situação, direita e esquerda: eles são tudo, ao mesmo tempo, agora (e sempre!)…

Foi assim com Collor, FHC, Lula e Dilma. Neste último caso superam a si mesmos e a tudo que já foi criado em matéria de política.

Eles cobram o escanteio, correm para cabecear na área e além disso apitam impedimentos e faltas e, se forem contrariados, levam a bola pra casa. São de temer, realmente.

Na crise em que o Brasil se encontra, o MPFP (Modo Peemedebista de Fazer Política) talvez seja um bom produto de exportação, capaz de superar até a do minério que a Vale e a Samarco laboriosamente retiram do nosso solo, além de outras ”comodidades”.

Los Hermanos Bolivarianos, por exemplo, adorariam adotar tal inovação, que dispensaria Maduro, Morales e outros a disputar renhidas de desgastantes eleições, chegando ao poder como quem colhe uma fruta madura…

Já os suecos, que adotam um jeito um tanto esquisito de fazer política, certamente não gostariam de nos adquirir o produto. Mas suecos, como sabem, fazem parte de uma cultura exótica, na qual as autoridades vão trabalhar de bicicleta ou metrô. Gente que não se valoriza…

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