Um Pai por escolha

BRANDÃO(Dedicado à memória de José Garcia Brandão)

Do portãozinho do jardim, ainda o ouvi repetir: – que você seja feliz, que Deus lhe abençoe…

Entrei no carro depressa, com um certo pudor de que ele me visse os olhos molhados. E vim pela estradinha de terra, depois pela rodovia, gozando o privilégio de ter encontrado, em plena madureza, aquela especial figura de pai e amigo. Continuar lendo “Um Pai por escolha”

De quintais e pomares

 

POMARESTem lembranças que a gente traz da infância e carrega consigo pela vida a fora. Amigos, moradas, brinquedos, comidas, quintais. Comigo não é diferente, mas de uma dessas tantas coisas tenho especial lembrança – e acho mesmo que ao longo de
minha vida adulta não fiz mais do que tentar resgatá-la e reconstruí-la…

Falo dos quintais, ou melhor, dos pomares da meninice.

Em primeiro lugar, eles se faziam presentes por todo lado. Em um tempo em que os prédios de apartamentos não eram tão predominantes na paisagem, não era difícil dar de cara com um bom quintal, fosse no próprio fundo da casa da gente, na de parentes ou mesmo ali, do lado, na esquina, em toda parte, enfim.

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