Dez anos sem Roberto Andrade

Anos 50. O homem louro e alto, para nós crianças mais alto ainda, grande como uma torre, nos trazia o cheiro de currais e as histórias de lugares de nomes sugestivos: Uberaba, Barretos, Areias. A cada ano éramos apresentados a um novo primo, quatro evangelistas, meninas com os nomes começados por “B” e mais. Anos 60. Os encontros nas Areias. Festas regadas a conversas, brincadeiras … Continuar lendo Dez anos sem Roberto Andrade

Calendário florístico do DF: os ipês de agosto

Em junho postei aqui o registro da florada do ipê roxo, Tabebuia impetiginosa, nome que coloco a salvo de controvérsias botânicas, das quais prefiro manter distância. O que tenho a dizer é que nos 25 anos que moro em Brasília já observei que esta espécie mostra sua esplêndida florada ainda no primeiro semestre do ano, em junho mais precisamente, enquanto os demais, amarelo, branco e … Continuar lendo Calendário florístico do DF: os ipês de agosto

Burra Lex, sed Lex?

FFoi bastante comentada nas chamadas redes sociais, nos últimos dias, a decisão da Justiça em liberar Suzane von Richthofen para o feriado do dia dos pais. Logo ela, a conhecida parrimatricida. Não entrarei no mérito da questão, a Justiça deve ter suas razões, certamente baseadas no princípio da isonomia de direitos. Ou seja, o que vale para alguns tem que valer para todos, mesmo para … Continuar lendo Burra Lex, sed Lex?

Quizás, quizás, quizás (uma paródia)

Sempre que eu te vejo Buscando bem perto ou longe Não vendo seu horizonte De perder, perder, perder E assim passam os dias E eu te observando E tu te desesperando Sem outras garantias Perder, perder, perder Acho que perdes tempo Em se vingar, pensando Neste enorme contratempo Até quando, até quando? E assim se vão os dias Eu aqui, quieto na minha E tu, … Continuar lendo Quizás, quizás, quizás (uma paródia)

Viagem a Portugal (II): Entre a Cruz e a Espada

Para sair de Lisboa há um dilema a ser resolvido: qual estrada tomar? Sim, porque há sempre mais de uma opção. Em geral, existem grandes rodovias, padrão ‘União Europeia”, com largas pistas de rolamento, muito bem conservadas, sinalizadas, limpas e… pagas. Porém, o ideal é ir pelas vias colaterais, nem sempre com acesso bem sinalizado, também de boa qualidade, embora bem mais estreitas. Mas é … Continuar lendo Viagem a Portugal (II): Entre a Cruz e a Espada

Coisas de um outro mundo

Leio nos noticiários do dia oito de agosto de 2016 que um homem-bomba atacou um hospital no Paquistão, ali deixando cerca de setenta mortos e que o a ataque aconteceu em frente ao setor de emergência, onde estavam cerca de duzentas pessoas, das quais mais de cem ficaram feridas. Admitiu-se, também, que as estimativas ainda eram vagas, pois entre os muitos feridos, o saldo de … Continuar lendo Coisas de um outro mundo

Calendário florístico: mangueiras – por que não?

Quando se fala nas floradas de Brasília a mangueira, planta humilde em tal quesito, quase nunca é lembrada. Mas ela também nos dá o ar de sua graça, entre julho e agosto, até que os cachos de flores pequenas, que logo se misturam com manguinhas em miniatura, cedem lugar aos frutos definitivos. Mas não deixam de serem bem decorativos os tons de amarelo-ocre e ferrugem, … Continuar lendo Calendário florístico: mangueiras – por que não?

Ouviram do Ipiranga…

Para início de conversa, gostaria de declarar minha completa adesão a uma expressão bem típica dos dias atuais, embora com diverso objeto: “fora Olimpíadas”! Entretanto, é em algo ligado a tais jogos de interesses, de rivalidades e de vaidades, que galvanizam a brasilidade no momento atual, que vou falar agora. Ou melhor, na polêmica criada em torno da interpretação do Hino Nacional brasileiro por Paulinho … Continuar lendo Ouviram do Ipiranga…