Olim-piadas

Leio nos jornais que os analistas olímpicos especializados julgam notável o fato de que a Índia, com seus mais de um bilhão de almas, tenha um desempenho histórico pífio nas diversas olimpíadas realizadas até hoje. Não faltam explicações dos tais especialistas: falta de tradição esportiva; adesão irrestrita do país a uma única modalidade esportiva o críquete (?); pobreza e divisões internas etc. Eu que não … Continuar lendo Olim-piadas

Saúde e democracia

Amigo, li seu texto com o carinho de sempre e só posso dizer que ele prima pela correção. Entretanto, essa correlação entre “SUS e DEMOCRACIA” creio que deve ser ampliada e melhor compreendida… Sem me aprofundar muito (poderia fazê-lo junto com o nosso grupo, em próxima oportunidade) acho que tal correlação, posta de forma biunívoca, como fizeram (fizemos) os atores da reforma sanitária é pouco … Continuar lendo Saúde e democracia

Todo paciente tem seu preço…

O título também me assustou, quando li, na Folha de São Paulo, um dia desses, a afirmativa do médico e farmacoeconomista argentino-colombiano Diego Rosselli. Com efeito, fui educado, como cidadão e como médico, dentro da noção de que nem a saúde, nem nada que com ela se relacione pode ter preço. Deriva daí a crença de que o sistema de saúde de um país tem … Continuar lendo Todo paciente tem seu preço…

A filha de Seu Jorge (ou, O dia em que eu conheci Elke Maravilha)

  Anos 50, eu tinha nove ou dez anos e certo dia, ao chegar da Escola, dei com o inesperado na sala da casa onde minha família morava, no bairro da Lagoinha, em Belo Horizonte. Uma família inteira estava, por assim dizer, acampada ali, com malas, caixas e até mesmo sacos por toda parte. O pai havia saído para tomar providências, só o vi mais … Continuar lendo A filha de Seu Jorge (ou, O dia em que eu conheci Elke Maravilha)

Na Bodoquena, no Pantanal

Pela terceira vez fui ao Pantanal. Acho que todo brasileiro deveria ir também, embora isso implique em duas questões difíceis de resolver, a do custo e a da superlotação… Dizem que há muitas diferenças entre o norte e o sul deste presente que a natureza nos deu. Não sei dizer; isso é coisa para biólogos e ambientalistas ou, pelo menos, para gente que ali vai … Continuar lendo Na Bodoquena, no Pantanal

Pelo Sertão, com Rosa

No remoto mês de maio de 1952, época de floradas e esplendor de vida no sertão, Guimarães Rosa, com 44 anos, então diplomata no exterior, mas já famoso como escritor pelo seu livro Sagarana, inicia uma viagem a cavalo, acompanhando uma boiada desde a região onde hoje se situa a represa de Três Marias, até Araçaí, nas proximidades de Cordisburgo, sua terra natal. Fazem companhia … Continuar lendo Pelo Sertão, com Rosa

Pelo Sertão

Você gosta de sertão, de boiada, de vereda de buritis, de velhas cidades à beira rio? Calma, não vou recomendar  leituras em Guimarães Rosa, se bem que se você quiser levá-las  na bagagem, será de bom proveito. Pegue seu carro (qualquer modelo, desde que esteja com boa mecânica, pneus novos, etc.) e siga comigo. Vamos pegar a saída norte. Passando Formosa, você logo estará em … Continuar lendo Pelo Sertão

O dia em que conheci Brasília

Entoando nosso hino, o rataplã do arrebol, de cujas palavras ignorávamos o exato significado, nos arrancamos de BH em uma manhãzinha de abril de 1960. O caminhão Chevrolet tinia de novo (uma gíria da época) e levava nossa tropa, o Grupo Escoteiro do Colégio Estadual, para participar da inauguração de Brasília. Dentre nós, os mais viajados mal haviam passado de Lagoa Santa, ou adjacências, sempre … Continuar lendo O dia em que conheci Brasília

O verdadeiro Manuelzão

O cidadão Manuel Nardi Filho foi, por assim dizer, descoberto por docentes e pesquisadores  da UFMG nos anos 90. Ele foi objeto até de uma tese acadêmica e se tornou patrono de um amplo projeto de preservação ambiental focado na bacia do Rio das Velhas – o Projeto Manuelzão. Sua notoriedade derivou basicamente do fato de ele ter conhecido pessoalmente o escritor Guimarães Rosa e ter … Continuar lendo O verdadeiro Manuelzão