45 anos! (de formatura…)

Março de 1967. Primeiro dia na Faculdade de Medicina da UFMG… A aula que assisti é impossível de ser esquecida, magna, na melhor acepção da palavra. Entramos no grande auditório da Faculdade, no antigo prédio da Avenida Alfredo Balena e lá nos esperava uma penca de professores, vestidos com longos jalecos e até alguns em paletó e gravata. Assistimos uma hora inteira de peroração empostada, … Continuar lendo 45 anos! (de formatura…)

Um garoto fora da Província

Em meados da década dos 60, tive oportunidade de fazer duas viagens que, por assim dizer, ampliaram tremendamente o horizonte aberto pela ida a Brasília, para a monumental inauguração em 1960. A primeira delas foi a São Paulo, em 1965. Alguma coisa aconteceu, de fato, para mim – e não foi só andar pela esquina da Ipiranga com a São João (a canção de Caetano … Continuar lendo Um garoto fora da Província

Dodora

Em 1995 escrevi um texto poético sobre os 100 anos que teria completado meu avô Altivo Drummond de Andrade, falecido em 1961. Tal poema está publicado aqui no meu blog com o nome “Mesa dos cem anos”. Hoje, 25 de outubro é o aniversário de sua companheira de toda a vida, minha avó Maria Auxiliadora, Dodora, para os filhos, netos e demais parentes. Ela nasceu em 1902. … Continuar lendo Dodora

O Colégio da Elite Mineira (e meu também)

Logo nos dois ou três primeiros anos da década de 60, ainda adolescente – vai ser precoce assim lá longe! – eu deixara de ser udenista e virara comunista, dos mais convictos, aliás. O contrário, aliás, de Carlos Lacerda, liderança intensamente admirada em minha família materna. Influências não faltavam: eu tinha entrado, em 1960, para o Colégio Estadual – sim, aquele, o famoso e queridíssimo … Continuar lendo O Colégio da Elite Mineira (e meu também)

Nova fábula, sabor antigo

A Dilus cabia levar seu povo à Terra das Promessas. E tal líder passara anos de sua vida preparando-se para tanto. Até que começou a grande caminhada. Um grande obstáculo logo surgiu: um profundo desfiladeiro sobre o qual se perfilava uma ponte muito frágil. Dilus não era de fazer consultas, mas resolveu ouvir dois de seus principais companheiros de jornada, Rationibus e Practicus. O primeiro, … Continuar lendo Nova fábula, sabor antigo