1964: há quem tenha saudades…

GOLPE 64Mil novecentos e sessenta e quatro: fatídico ano. No dia exato dos acontecimentos eu trabalhava em uma escola de datilografia (já fui professor desta arte, acreditem), que fez parte de uma das variadas tentativas de meu pai “abrir um negócio”. Eu escutava pelo rádio de uma sala ao lado os relatos da movimentação de tropas, com evidentes avanços dos mineiros do General Mourão sobre o Rio de Janeiro. Mas não me dava por vencido, Continuar lendo “1964: há quem tenha saudades…”

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1964

Naquele abril de 1964, em Belo Horizonte e em muitas outras cidades do país, as aulas foram paralisadas e as ruas tomadas por tanques e uniformes verde-oliva. Eu, por força de estar há quatro anos no Colégio Estadual “Central”, já estava comprometido radicalmente com o contrário daquilo tudo. Às vésperas do golpe, eu e dois amigos de ingênua militância havíamos recebido a incumbência, sabe-se lá … Continuar lendo 1964