E a Medicina?

Tenho realizado aqui uma (re)visita a temas já contemplados em meu livro de memórias (publicado aqui no blog também (ver Vaga, lembrança (Memórias) – Vereda Saúde), tendo produzido textos sobre o efeito dos anos 50 e 60 em minha vida (e do resto da humanidade também – ver acima). Retomo hoje tal iniciativa, ou melhor, resgato um texto de dois anos atrás no qual eu falei de minha carreira como médico (nem dos melhores, nem dos piores, diga-se de passagem). Aliás, neste ano de 2026 completo 55 anos de profissão, ou, pelo menos de formado, pois já não mais me considero um autêntico discípulo de Hipócrates e Esculápio, mas sim, como em um conto de Murilo Rubião um ex-mágico, ou melhor, ex-médico. Vamos lá.

Ao começar a escrever esta memória, lembrei-me de uma letra de música de autoria do grande Aldir Blanc, que aliás usei em meu convite de aniversário quando completei 50 anos idade, em 1998. Chama-se 50 anos – Bodas de Sangue e foi musicada pelo pianista Cristóvão Bastos, se não me engano. Dizia assim: Eu vim aqui prestar contas / De poucos acertos / De erros sem fim / Eu tropecei tanto as tontas / Que acabei chegando no fundo de mim / O filme da vida não quer despedida / E me indica: ache a saída. Posso até relativizar esta história de erros e acertos, tropeços, despedidas, sangue, prestação de contas. Não quero ser dramático. Mas de fato, aquilo que o também médico Aldir escreveu me leva a pensar no filme de minha vida, particularmente diante dos mais de 50 anos que completei na prática de medicina – de uma determinada modalidade, mas sempre Medicina. Mas vamos lá.

Acesse aqui o texto inteiro: E a Medicina, a que será que se destina? – Vereda Saúde

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