Dodora

Em 1995 escrevi um texto poético sobre os 100 anos que teria completado meu avô Altivo Drummond de Andrade, falecido em 1961. Tal poema está publicado aqui no meu blog com o nome “Mesa dos cem anos”. Hoje, 25 de outubro é o aniversário de sua companheira de toda a vida, minha avó Maria Auxiliadora, Dodora, para os filhos, netos e demais parentes. Ela nasceu em 1902. … Continuar lendo Dodora

A morte de um anarquista

Ontem, 12 de outubro de 2016, morreu na Itália o Escritor Dario Fo, aos 90 anos. Ele era conhecido pela sátira política e pela crítica ao clero e às instituições oficiais em geral. Uma de suas obras mais célebres foi “Morte Acidental de um Anarquista”, atualmente em cartaz em São Paulo. Eu vi a peça nos anos 80, ainda na ditadura, com um Antonio Fagundes … Continuar lendo A morte de um anarquista

Dylan Nobel, The times they are a-changing!

Quem gosta, gosta. Quem não gosta ou não conhece precisa conhecer melhor para aprender a gostar. Ele é o maior representante da música no século XX – entrando pelo XXI a dentro. Eu disse da música, não apenas do rock. Agora é dos grandes da literatura também, Surpresa nenhuma para seus fãs, como eu. Vai abaixo minha homenagem, na versão que fiz de Forever Young, … Continuar lendo Dylan Nobel, The times they are a-changing!

O rito das Sapucaias

Viver em Brasília é bom e é cheio de surpresas, não somente “apesar”, mas também por causa do clima e da natureza que marcam este quase-deserto, que precisa apenas de olhos generosos para ser devidamente apreciado. Como no caso destas amigas. Todos os anos elas comparecem, vestidas com um manto que é algo entre o rosa e o roxo beterraba. Explodem no auge da seca, … Continuar lendo O rito das Sapucaias

Calendário florístico do Planalto: Pequi

O pequi, sem dúvida, divide o mundo em duas parcelas inconciliáveis: a dos que o adoram e a dos que não o suportam. Nisso parece fazer companhia ao coentro, ao pepino, ao pimentão e a outros vegetais menos votados. A carne de porco também é de tal naipe, mas neste caso, trata-se de questão não fisiológica ou bioquímica, mas  geralmente religiosa. A coisa se complica … Continuar lendo Calendário florístico do Planalto: Pequi

Estrambótica política

Resolvi dar uma olhada nos resultados eleitorais de duas cidades onde vivi, BH e Uberlândia, encontrando ali coisas curiosas, que mostram como a política brasileira anda mesmo – para dizer o mínimo – surpreendente – evitando, assim, qualificativos menos agradáveis. Na Capital das Gerais, mesmo sendo atleticano de coração, não fiquei particularmente feliz ao saber que o segundo turno para prefeito será disputado por um … Continuar lendo Estrambótica política

O Colégio da Elite Mineira (e meu também)

Logo nos dois ou três primeiros anos da década de 60, ainda adolescente – vai ser precoce assim lá longe! – eu deixara de ser udenista e virara comunista, dos mais convictos, aliás. O contrário, aliás, de Carlos Lacerda, liderança intensamente admirada em minha família materna. Influências não faltavam: eu tinha entrado, em 1960, para o Colégio Estadual – sim, aquele, o famoso e queridíssimo … Continuar lendo O Colégio da Elite Mineira (e meu também)

Alguma coisa eles têm em comum…

Cunha e Dilma caíram atirando na imprensa, para eles causa fundamental dos males que acabaram os levando à derrocada. Muito pouco falaram de seus próprios erros. Esses dois, aparentemente tão distantes um do outro (no final da história, pelo menos), trazem consigo uma verdadeira marca dos tempos atuais no Brasil, tão presente nas chamadas “redes sociais” (nem redes, nem sociais…): a de que é mais … Continuar lendo Alguma coisa eles têm em comum…