Não são só as mulheres que sofrem violência…

Como sabem as pessoas que me são próximas (e outras não tão chegadas, mas que foram envolvidas na história de forma perversa e irresponsável) enfrentei, nos últimos dois anos e meio, dois processos judiciais movidos contra mim por uma pessoa que habitou sob o meu teto, trouxe seus filhos para morar em minha casa, usufruiu de benesses materiais de outra forma não teria acesso etc. … Continuar lendo Não são só as mulheres que sofrem violência…

Fazer um traçado…

Eu já conhecia o casal das ruas da vila; da porta de minha casa, inclusive. Via-os sempre com a carroça puxada por um burro magérrimo, mas valente. Traziam de alguma rocinha por perto, onde provavelmente também moravam, alguns poucos produtos para vender na rua: mandioca, bananas de vez, taiobas, batata doce e o mais disputado: o requeijão moreno. Apreciado especialmente por nós, que vínhamos de … Continuar lendo Fazer um traçado…

De bullying e bola

Na minha geração, esta patologia atual a que chamam bullying já existia, embora com outros nomes, mas certamente acontecia bem menos do que agora. Aliás, esta nem era uma palavra conhecida. Para as crianças do Rio de Janeiro, talvez parecesse designar o jogo que chamávamos, em Minas, de bola de gude, que os cariocas chamavam de búlica. Não sei se alguém ainda se lembra deste … Continuar lendo De bullying e bola

O cadáver: presença ilustre, porém dispensável

Por esses dias, reli com a atenção e o sabor de sempre, o conto O Pirotécnico Zacarias, de Murilo Rubião. Para quem ainda não o conhece ofereço algumas informações: ele é um escritor mineiro pouco prolífico, mas considerado mestre e pioneiro no gênero literário conhecido como realismo fantástico, que teve como outros expoentes latino-americanos Júlio Cortazar e Gabriel Garcia Marquez. Produziu suas obras, principalmente contos, … Continuar lendo O cadáver: presença ilustre, porém dispensável

Cinquenta anos em cinco minutos

Um dia desses, por algum motivo (que não sei qual é, mas é algo que me vem à mente com muita frequência ultimamente), comecei a me lembrar de uma fase da minha vida em que as coisas aconteciam com velocidade e intensidade incríveis. Lembrei-me, por exemplo, daquela Copa do Mundo perdida na Inglaterra, coisa que no Brasil ninguém achava possível acontecer, pois afinal de contas … Continuar lendo Cinquenta anos em cinco minutos

45 anos! (de formatura…)

Março de 1967. Primeiro dia na Faculdade de Medicina da UFMG… A aula que assisti é impossível de ser esquecida, magna, na melhor acepção da palavra. Entramos no grande auditório da Faculdade, no antigo prédio da Avenida Alfredo Balena e lá nos esperava uma penca de professores, vestidos com longos jalecos e até alguns em paletó e gravata. Assistimos uma hora inteira de peroração empostada, … Continuar lendo 45 anos! (de formatura…)

Dodora

Em 1995 escrevi um texto poético sobre os 100 anos que teria completado meu avô Altivo Drummond de Andrade, falecido em 1961. Tal poema está publicado aqui no meu blog com o nome “Mesa dos cem anos”. Hoje, 25 de outubro é o aniversário de sua companheira de toda a vida, minha avó Maria Auxiliadora, Dodora, para os filhos, netos e demais parentes. Ela nasceu em 1902. … Continuar lendo Dodora

O Colégio da Elite Mineira (e meu também)

Logo nos dois ou três primeiros anos da década de 60, ainda adolescente – vai ser precoce assim lá longe! – eu deixara de ser udenista e virara comunista, dos mais convictos, aliás. O contrário, aliás, de Carlos Lacerda, liderança intensamente admirada em minha família materna. Influências não faltavam: eu tinha entrado, em 1960, para o Colégio Estadual – sim, aquele, o famoso e queridíssimo … Continuar lendo O Colégio da Elite Mineira (e meu também)