O cadáver: presença ilustre, porém dispensável

Por esses dias, reli com a atenção e o sabor de sempre, o conto O Pirotécnico Zacarias, de Murilo Rubião. Para quem ainda não o conhece ofereço algumas informações: ele é um escritor mineiro pouco prolífico, mas considerado mestre e pioneiro no gênero literário conhecido como realismo fantástico, que teve como outros expoentes latino-americanos Júlio Cortazar e Gabriel Garcia Marquez. Produziu suas obras, principalmente contos, … Continuar lendo O cadáver: presença ilustre, porém dispensável

Cinquenta anos em cinco minutos

Um dia desses, por algum motivo (que não sei qual é, mas é algo que me vem à mente com muita frequência ultimamente), comecei a me lembrar de uma fase da minha vida em que as coisas aconteciam com velocidade e intensidade incríveis. Lembrei-me, por exemplo, daquela Copa do Mundo perdida na Inglaterra, coisa que no Brasil ninguém achava possível acontecer, pois afinal de contas … Continuar lendo Cinquenta anos em cinco minutos

Polícia, pra que Polícia…

Tempos de intransigência e intolerância estes… Quando vemos a polícia atirar e bater, nossa ira cidadã se alevanta e bate na gente uma enorme desesperança, como só nos tempos da ditadura experimentamos. Ou melhor, aqueles que foram testemunhos diretos da mesma, porque muitos dos outros que estão aí a deplorar a violência policial, o arbítrio ou coisas assim, talvez não saibam de fato sobre o … Continuar lendo Polícia, pra que Polícia…

45 anos! (de formatura…)

Março de 1967. Primeiro dia na Faculdade de Medicina da UFMG… A aula que assisti é impossível de ser esquecida, magna, na melhor acepção da palavra. Entramos no grande auditório da Faculdade, no antigo prédio da Avenida Alfredo Balena e lá nos esperava uma penca de professores, vestidos com longos jalecos e até alguns em paletó e gravata. Assistimos uma hora inteira de peroração empostada, … Continuar lendo 45 anos! (de formatura…)

Um garoto fora da Província

Em meados da década dos 60, tive oportunidade de fazer duas viagens que, por assim dizer, ampliaram tremendamente o horizonte aberto pela ida a Brasília, para a monumental inauguração em 1960. A primeira delas foi a São Paulo, em 1965. Alguma coisa aconteceu, de fato, para mim – e não foi só andar pela esquina da Ipiranga com a São João (a canção de Caetano … Continuar lendo Um garoto fora da Província

Dodora

Em 1995 escrevi um texto poético sobre os 100 anos que teria completado meu avô Altivo Drummond de Andrade, falecido em 1961. Tal poema está publicado aqui no meu blog com o nome “Mesa dos cem anos”. Hoje, 25 de outubro é o aniversário de sua companheira de toda a vida, minha avó Maria Auxiliadora, Dodora, para os filhos, netos e demais parentes. Ela nasceu em 1902. … Continuar lendo Dodora